



Smores is a leader, no doubt about it. She owns the house, every corner of it stamped with her silent authority. Yet her reign is not just one of power; it’s one of care. Ever vigilant, she watches over our home with an innate sense of duty, showing me—sometimes insistently—what requires my attention. She places herself between me and danger, her instincts always ahead of mine. At night, she curls up beside me, her face to the door, a quiet sentinel keeping the darkness at bay. In moments of vulnerability, like when I’m in the bathroom, she stations herself between me and the world beyond, her posture steady, her message clear: “You are safe. I am here.”
We care for each other, Smores and I. But she is the one who reminds me, gently yet firmly, when I’ve fallen short. Her signals are subtle—a turned back or her deliberate absence—but unmistakable. She doesn’t scold; she guides, her quiet disapproval urging me to do better.
She is my hero in a house mouse’s disguise, the one who sent an intruder scampering and taught me to be mindful of open doors. Her attentiveness is a constant, her instincts as sharp as her wit. She takes her role seriously, protecting our sanctuary from the small and the unseen.
Yet beneath her watchful eyes is a sweetness unmatched. She is playful, affectionate, and so intelligent it feels like she speaks without words. Her expressions betray her every thought—her face a canvas of emotions, each one vivid and unmistakable. It’s a constant source of fascination, and often, laughter.
I know Smores could thrive on her own. She is independent, capable, a force of nature wrapped in a calico coat. But I am endlessly grateful that she chose this home. Through some invisible wisdom of the cat distribution system, she arrived, and in her, I found a partner, a protector, and a friend. Here, she feels safe. Here, she is loved. And in turn, she has made this place more than a house—it is truly a home.
A Guardiã Smores
A Smores é uma líder, disso não há dúvida. Ela é dona da casa, cada canto marcado com a sua autoridade silenciosa. E, no entanto, o seu reinado não é apenas de poder; é também de cuidado. Sempre vigilante, vela sobre o nosso lar com um sentido de dever inato, mostrando-me — por vezes de forma insistente — aquilo que requer a minha atenção. Coloca-se entre mim e o perigo, os seus instintos sempre um passo à frente dos meus. À noite, enrosca-se ao meu lado, de frente para a porta, uma sentinela silenciosa que mantém a escuridão afastada. Nos momentos de vulnerabilidade, como quando estou na casa de banho, posiciona-se entre mim e o mundo lá fora, a sua postura firme, a sua mensagem clara: “Estás segura. Eu estou aqui.”
Cuidamos uma da outra, a Smores e eu. Mas é ela quem me recorda, de forma suave mas firme, quando fico aquém. Os seus sinais são subtis — as costas viradas ou a ausência deliberada — mas inconfundíveis. Ela não repreende; orienta, o seu silencioso desaprovo a incentivar-me a fazer melhor.
É a minha heroína disfarçada de simples gata doméstica, aquela que pôs um intruso em fuga e me ensinou a ter mais atenção às portas abertas. A sua atenção é constante, os seus instintos tão aguçados como o seu engenho. Leva o seu papel a sério, protegendo o nosso refúgio do pequeno e do invisível.
E, no entanto, por detrás dos seus olhos atentos, existe uma doçura incomparável. É brincalhona, afetuosa, e tão inteligente que parece falar sem palavras. As suas expressões traem-lhe cada pensamento — o seu rosto é uma tela de emoções, cada uma vívida e inconfundível. É uma fonte constante de fascínio e, muitas vezes, de riso.
Sei que a Smores poderia prosperar sozinha. É independente, capaz, uma força da natureza envolta num manto tricolor. Mas sinto-me infinitamente grata por ela ter escolhido esta casa. Através de alguma sabedoria invisível do sistema de distribuição de gatos, chegou até mim e, nela, encontrei uma companheira, uma protetora e uma amiga. Aqui, ela sente-se segura. Aqui, é amada. E, em troca, transformou este espaço em mais do que uma casa — fez dele um verdadeiro lar.

