I miss the days when the ocean was my neighbor, when its vastness felt like an extension of my own soul. No matter how heavy the day had been, how burdensome my heart felt, or how deep my sorrow ran, the sea always knew how to mend me. A single breath of its salt-kissed air, a dive into its embrace, a moment in the rhythm of its waves—everything would shift. The weight of my worries would dissolve into the tide, my fears softened by the lull of its song. The sea reminded me that I would be okay, that I was stronger than I believed, that life was vast and ever-moving, like the currents that carried me forward.
Salt water did more than touch my skin; it quieted the fires of my heart, cleared the storms in my mind, and replaced my doubts with something gentler—something like hope. The waves, constant and patient, sang a lullaby to my insecurities, and in their steady cadence, I found the courage to keep moving. I miss the version of me who dared more, who trusted, who leapt, who believed.
Life takes us to places we cannot foresee, presents us with challenges we never imagined. But the ocean, in all its wisdom, taught me resilience—to move with the flow, to respect the tides, to rest when the waters grow too strong, and to simply float when I cannot swim. It showed me that even in stillness, I am never lost.
One day, I will return to the ocean. One day, I will stand at its edge once more, and it will welcome me home.

Sinto falta dos dias em que o oceano era meu vizinho, quando a sua imensidão parecia uma extensão da minha própria alma. Não importava quão pesado tivesse sido o dia, quão carregado estivesse o meu coração ou quão profunda fosse a minha tristeza, o mar sempre sabia como me curar. Bastava um sopro do seu ar salgado, um mergulho no seu abraço, um instante entregue ao ritmo das ondas e tudo mudava. O peso das minhas preocupações dissolvia-se na maré, os meus medos amaciavam-se ao som do seu canto. O mar recordava-me que eu ficaria bem, que era mais forte do que imaginava, que a vida era vasta e em constante movimento, como as correntes que me levavam em frente.
A água salgada fazia mais do que tocar a minha pele; acalmava os incêndios do meu coração, dissipava as tempestades da minha mente e substituía as minhas dúvidas por algo mais suave, algo como a esperança. As ondas, constantes e pacientes, entoavam uma canção de embalar às minhas inseguranças, e no seu ritmo encontrei coragem para continuar. Sinto falta da versão de mim que ousava mais, que confiava, que se lançava em frente, que acreditava.
A vida leva-nos a lugares que não prevemos, coloca-nos desafios que nunca imaginámos. Mas o oceano, na sua sabedoria, ensinou-me a resiliência, a aprender a seguir a corrente, a respeitar as marés, a descansar quando as águas se tornam demasiado fortes e simplesmente flutuar quando já não posso nadar. Mostrou-me que, mesmo na quietude, nunca estou perdida.
Um dia, voltarei ao oceano. Um dia, estarei novamente à sua beira, e ele há de receber-me como se nunca tivesse partido.

