Scintillating Sunday – At Home Creativity

Out of comfort zone

I like to think of myself as a creative person—just not the arts-and-crafts kind.

As a kid, Arts and Crafts Day at school meant coming home looking like I’d lost a battle with glue and glitter. It would start with a single sticky finger, and before I knew it, I was sporting an accidental full-body sparkle makeover. Drawing wasn’t much better. From an early age, we all silently agreed that I was not destined to be the next Picasso—unless we skipped straight to his chaotic abstract phase.

But I never stopped trying. And I never will. The problem isn’t a lack of ideas—I know exactly what I want to create. My brain, however, has a long history of giving my hands the worst possible instructions. I always end up with a mess of materials, a minor existential crisis, and a broken creative dream.

Recently, though, I had a revelation: my biggest artistic failure is not a lack of skill but a mindset glitch. I consistently overestimate my abilities while underestimating the time and effort needed. Instead of choosing simple, manageable projects, I dive headfirst into a grand masterpiece, armed with pure enthusiasm and zero planning. And it never ends well.

So this time, I tried a new approach. I let Smores sit on the table among the materials, acting as my unofficial creativity supervisor (and chaos enabler). And you know what? I had fun. I still didn’t walk away with a gallery-worthy piece, but for once, I managed to keep my ideas within the realm of reality. I didn’t overcomplicate. I didn’t spiral into artistic despair. And—miraculously—I actually finished something.

Was it a masterpiece? No. But did I enjoy myself? Absolutely. And that’s already a win.

Smores, Arts and crafts



Eu gosto de me considerar uma pessoa criativa, mas não no que toca a artes e trabalhos manuais.

Quando era criança, o Dia das Artes e Trabalhos Manuais na escola significava voltar para casa parecendo que tinha perdido uma batalha contra cola e purpurinas. Começava com um dedo pegajoso e, num piscar de olhos, já tinha cola no braço, na cara, no cabelo… um desastre artístico ambulante. Desenhar também não era melhor. Desde cedo, toda a gente aceitou que eu não seria a próxima Picasso, a menos que saltássemos directamente para a sua fase mais abstrata e caótica.

Mas nunca deixei de tentar. E nunca vou deixar. O problema não é falta de ideias, sei exactamente o que quero criar. O meu cérebro, no entanto, tem o péssimo hábito de dar às minhas mãos as piores instruções possíveis. Como resultado termino com um monte de materiais espalhados, uma pequena crise existencial e um sonho criativo desfeito.

Recentemente, tive uma revelação: o meu maior fracasso artístico não é a falta de talento, mas sim um erro de planeamento. Eu exagero na minha capacidade criativa e subestimo o tempo e o trabalho necessários. Por isdo, em vez de escolher projetos simples e realistas, lanço-me de cabeça numa obra-prima ambiciosa, munida apenas de entusiasmo e zero planeamento. E, claro, nunca acaba bem.

Desta vez, resolvi fazer diferente. Deixei a Smores sentar-se na mesa, no meio dos materiais, como minha supervisora criativa (e potencial fonte de caos). E sabem que mais? Diverti-me. O resultado final não foi nenhuma peça digna de museu, mas, pela primeira vez, consegui conter as minhas ideias dentro dos limites do tempo e do possível. Não compliquei. Não me perdi num turbilhão de frustração artística. E, milagrosamente, terminei o projecto.

Foi uma obra-prima? Nem de longe, nem de perto. Mas diverti-me, isso sem dúvida! O que já é uma vitória.

Leave a comment