
My dearest friends, I may… possibly… be in trouble. Mom did not seem thrilled with me after today’s little adventure, but honestly—shouldn’t she know me by now? I always know what I’m doing. A diva never strays without purpose.
Still, let me rewind.
Yesterday was supposed to be glorious: Mom with her sunshine rituals, me with my freedom parade. She went to soak up her vitamin D, and I prepared for my most important duty—my perimeter check. That’s when they appeared. Two dogs. One small and loud, one large and clueless. From the sidewalk they dared to bark at me! On my property! The sheer audacity!
The little one barked like he’d lost all sense of dignity, dragging his human, while the big one just followed along in chaos. Thankfully, my noble neighbor dog joined in, clearly telling them to mind their manners and leave Her Highness Smores alone.
Mom stepped forward, shielding me (points for bravery, dear Mom), but by then I was under the grill—my royal bunker. Nothing can reach me there. The back door opened, yet I trembled too much to move until Mom scooped me up. Imagine: me, carried like a fragile princess, while the ruffians had already disappeared. No harm done, except to my nerves and my dignity. Jack, of course, was waiting inside, calling and crying. He had heard it all and was beside himself with worry. Sweet, dramatic boy.
We all went to bed late, hearts still racing.

And then came today. Jack got his turn on the porch (he calls it an “outing,” but between us, it’s really just birdwatching through a screen). I stayed indoors, plotting. Later, finally, it was my time.
At first, everything was serene: delicious smells in the air, faint barks in the distance. But then… a thought. What if I needed a proper escape plan? What if those ridiculous dogs returned? I had to know what was beyond the trees. So—I ran.
Oh, how Mom squeaked! No screaming, no dramatic wails—just a tiny squeak as I reached the edge. I stopped. And what I saw was no enchanted meadow: only machines, holes, asphalt, chaos. A field where magic had been chased away. No butterflies, no wildflowers, no secrets of the woods.
I turned back. Mom wasn’t even looking at the wasteland. She was looking at me. Her eyes said everything: sad, worried, disappointed, with just a sprinkle of anger. I felt it in my whiskers. Yes, I’ll be grounded. Yes, I may have scared her too much.
But my friends—it was worth it. Because now I know. I know where the boundary lies. I know where danger begins. And I know home is the place where I am safe, even if sometimes safety comes with an annoying Jack hovering nearby.
Stay safe, sparkle bright,
Your Smores ✨🐾
🐾 A História da Smores: A Aventura no Grande Lá Fora

Meus queridos amigos, talvez… possivelmente… eu esteja em apuros. A Mamã não pareceu nada encantada com a minha pequena aventura de hoje, mas, sinceramente — não devia já conhecer-me? Eu sei sempre o que estou a fazer. Uma diva nunca se afasta sem propósito.
Mas deixem-me recuar um pouco.
Ontem era para ser um dia glorioso: a Mamã com os seus rituais de sol, eu com o meu desfile de liberdade. Ela foi absorver a sua vitamina D, e eu preparei-me para a minha missão mais importante — a inspeção do perímetro. Foi então que eles apareceram. Dois cães. Um pequeno e barulhento, outro grande e atrapalhado. Da rua ousaram ladrar para mim! No meu território! Que atrevimento!
O pequeno ladrava como se tivesse perdido toda a dignidade, a puxar pela trela, enquanto o grande só seguia na confusão. Felizmente, o meu nobre vizinho cão entrou em cena, claramente a dizer-lhes para se comportarem e deixarem Sua Alteza Smores em paz.
A Mamã avançou para me proteger (pontos para a coragem, minha querida), mas eu já estava debaixo do grelhador — o meu bunker real. Nada me toca ali. A porta de casa abriu-se, mas eu tremia tanto que não me mexi até que a Mamã me agarrou. Imaginem: eu, carregada como uma princesa frágil, enquanto os rufiões já tinham desaparecido. Nada aconteceu de facto, exceto ao meu ego e aos meus nervos. O Jack, claro, estava à espera lá dentro, a chamar por mim e a chorar. Ouviu tudo e ficou desesperado. Doce e dramático rapaz.
Fomos todos dormir mais tarde do que o costume, ainda com o coração aos saltos.

E hoje… hoje chegou a minha vez. O Jack teve o seu turno na varanda (ele chama-lhe um “passeio”, mas entre nós, não passa de observar passarinhos através da rede). Eu fiquei em casa, a planear. Mais tarde, finalmente, chegou o meu momento.
No início, tudo estava sereno: cheiros deliciosos no ar, latidos distantes. Mas depois… um pensamento. E se aqueles cães ridículos voltassem? Eu precisava de um verdadeiro plano de fuga. Precisava de saber o que havia para além das árvores. E então corri.
Ah, como a Mamã soltou uma exclamação quase silenciosa! Não gritou, não fez uma cena dramática, apenas um som suave quando cheguei à beira das árvores. Parei. E o que vi não foi um prado encantado: apenas máquinas, buracos, asfalto, caos. Um campo onde a magia tinha sido expulsa. Sem borboletas, sem flores silvestres, sem segredos da natureza.
Voltei-me para trás. A Mamã nem olhava para o deserto cinzento. Estava a olhar para mim. Os olhos dela diziam tudo: tristeza, preocupação, desilusão e uma pitada de zanga. Senti-o nos bigodes. Sim, vou ficar de castigo. Sim, talvez a tenha assustado demasiado.
Mas, meus amigos, valeu a pena. Porque agora eu sei. Sei onde está o limite. Sei onde o perigo começa. E sei que o lar é o lugar onde estou segura, mesmo que, às vezes, a segurança venha acompanhada pelo irritante Jack a rondar por perto.
Fiquem seguros, brilhem sempre,
A vossa Smores ✨🐾


