As Told by the Great Storyteller Lord Jack
I don’t know about you, but I like to be right where the action is.
Within reasonable limits, of course — not too far from home base, and definitely not past my designated royal sleeping hours.

Unfortunately, whenever Mommy is out, I’m locked in my room like a priceless treasure in a vault. Which means Smores — General Smores of the Backyard Patrol — becomes my eyes and ears.
One of these days, it was already dark. Could’ve been 5 p.m., could’ve been midnight — time doesn’t exist when my food bowl is almost empty and my litter hasn’t been freshly fluffed. I prefer the reverse order, but you know… life tests the noble.
Where was I?
Ah, right. Darkness. Drama. Mild starvation.
Suddenly, Smores comes barreling toward my door like the world is ending.
“Did you smell it?! DID YOU?!”
“Girl,” I told her, “I’m locked in here with no open window and all my earthly belongings. I don’t smell a thing except… me.”

“Oh, excuse me, Lord Jack of the Tales.” she huffed, dripping sarcasm everywhere. “Go to the computer and search for warnings near us! MOVE!”
She was pacing like a tiny, spotted general preparing for war.
“I’m telling you,” she continued, “something is happening outside and Mommy is NOT home.”
“I can see that she’s not home,” I answered. “What exactly am I looking for?”
“DANGER!”
She said it like she was announcing a prophecy. “From what I sense, it’s danger! I need a better sniff but the air is all weird tonight… Look outside! The deer are running for their lives!”
I waddled over to my window and… oh.
Smores wasn’t exaggerating.

There was a hush — a veil of warning — drifting from the trees, the birds, the wind… and yes, even a faint scent from outside. Something was off.
I turned on Mommy’s computer, but my paws were shaking. My typing skills, usually majestic, turned into scrambled noodles.
“Is there nay warming?” popped up on the screen.
“NO! NO! NO!” I yowled.
Smores was losing it outside my door.
“WHAT’S GOING ON, JACK?! Are you okay?! Did you find anything?! Did you message Mommy?! WHAT?! TALK TO ME!”
We were both one paw away from a meltdown.
And then…
I saw it.
A black bear. A giant, lumbering, walking-mountain bear strolling past our window like he owned the neighborhood.
“SMOOOORESSSS!! THERE IS A BEAR OUTSIDE! A BEAR! A REAL BEAR!”

“I saw him!” she screamed back. “We are safe inside, I HOPE. GO UNDER THE BED! DON’T LET HIM SEE YOU! I’M GOING TO MY HIDING POSITION!”
Excellent tactical plan. I fully approved.
So we hid.
Quiet. Brave. Heroic.
Basically saving the household.
When Mommy finally came home, we told her everything. Every sniff, every pawstep, every heroic detail — especially how we kept the bear away with sheer courage and incredible strategic brilliance.

She was impressed. I could feel it.
And yes… she showered us with treats worthy of legendary heroes.
The Bear Night of 2025:
We survived it.
We conquered it.
We absolutely earned those snacks.

Os Heróis da Noite do Grande Alvoroço
Contado pelo Grande Contador de Histórias Lord Jack
Eu não sei quanto a vocês, mas eu gosto de estar onde a acção acontece.
Dentro de limites razoáveis, claro, nada muito longe de casa e sobretudo, nada que interfira com as minhas horas sagradas de sono.
Infelizmente, sempre que a Mamã sai, fico trancado no meu quarto como um tesouro precioso dentro de um cofre. O que significa que a Smores, a General Smores da Patrulha do Quintal, passa a ser os meus olhos e ouvidos.

Num destes dias, já estava escuro. Podia ser cinco da tarde, podia ser meia-noite, o tempo deixa de existir quando a minha taça da comida está quase vazia e a minha casa-de-banho está… digamos, demasiado cheia. Eu prefiro a ordem inversa, mas enfim… a vida põe-nos à prova todos os dias.
Onde é que eu ia?
Ah, sim. Escuridão. Drama. Fome moderada.
De repente, a Smores aparece a correr para a minha porta como se o mundo estivesse a acabar.
“Cheiraste?! CHEIRASTE?!”
“Miúda,” disse-lhe eu, “estou trancado aqui dentro sem janelas abertas, rodeado das minhas coisas. Eu não cheiro nada a não ser… eu mesmo.”

“Ai, desculpa, Senhor Jack das Histórias,” resmungou ela, a pingar sarcasmo por todos os lados. “Vai ao computador e procura avisos de perigo perto de nós! RÁPIDO!”
Ela andava de um lado para o outro como uma general em tamanho XS a preparar-se para a guerra.
“Estou a dizer-te,” continuou, “está a acontecer qualquer coisa lá fora e a Mamã NÃO está em casa.”
“Eu bem sei que ela não está em casa,” respondi. “O que é que eu devo procurar?”
“PERIGO!”
Disse ela, como se estivesse a anunciar uma profecia. “Do que eu sinto, é perigo! Precisava de conseguir uma melhor lufada de ar, mas o ambiente está estranho… Olha lá para fora! Os veados estão a correr como se disso dependesse a sua sobrevivência!”
Lá fui eu até à janela e… oh!
A Smores não estava a exagerar.
Havia um silêncio diferente, um véu de alerta, vindo das árvores, das aves, do vento… e sim, até um leve cheiro vindo lá de fora. Algo estava errado.
Liguei o computador da Mamã, mas as minhas patinhas tremiam. As minhas capacidades de escrita, normalmente majestosas, transformaram-se em massa de letras.
“Há a jejum avisto?” foi o que apareceu no ecrã.
“NÃO! NÃO! NÃO!” miuei eu.
A Smores estava a perder a cabeça do outro lado da porta.
“O QUE ESTÁ A ACONTECER, JACK?! Estás bem?! Encontraste alguma coisa?! Falaste com a Mamã?! O QUÊ?! RESPONDE-ME!”
Nós estávamos os dois a um bigode de distância de um colapso nervoso.
E então…
Eu vi.
Um urso preto. Um urso enorme, gigantesco, uma montanha com patas, a passar perto da janela como se fosse dono da rua.
“SMOOOORESSSS!! HÁ UM URSO LÁ FORA! UM URSO! UM URSO DE VERDADE!”
“Eu vi-o!” gritou ela de volta. “Estamos seguros cá dentro, ESPERO EU. VAI PARA DEBAIXO DA CAMA! NÃO DEIXES QUE ELE TE VEJA! EU VOU PARA O MEU ESCONDERIJO!”

Excelente plano táctico. Aprovei imediatamente.
Assim fomo-nos esconder.
Quietos. Corajosos. Heroicos.
Basicamente a salvar a casa toda.
Quando a Mamã finalmente chegou, contamos-lhe tudo. Cada cheiro, cada passo, cada detalhe heróico, especialmente como afastámos o urso com a nossa coragem e genialidade estratégica.
Ela ficou impressionada. Eu senti.
E sim… deu-nos guloseimas dignas de lendas.
A Noite do Urso de 2025:
Sobrevivemos.
Conquistámos.
E absolutamente merecemos aqueles snacks.

