Interview with the Bear

Remember the bear incident?
Well… I decided to consult an expert.
A Teddy Bear expert.
(Please hold all judgments until the end.)


Smores, of course, was instantly dramatic about the whole thing.

“My dear,” she sighed, whiskers twitching in disapproval, “I have shared this house for yeeeeears with those stuffed creatures, and not once—not once—have they demonstrated any knowledge about wildlife. Honestly, it’s embarrassing.”

“Well,” I said, “maybe you didn’t ask the right questions. You’re a Diva. You expect the world to come to you. I am a black cat. We merge with shadows. We gather secrets. We… move unseen. You work the spotlight. I work backstage. We’re complementary skill sets, Diva.”

She flicked her tail and rolled her eyes.
“If you say so,” she sniffed. “Just remember I have a skill too: a brain.”
And with that, she turned around and left—clearly satisfied she’d delivered the final word.

Anyway.

A few days after “Gotcha Day Jack” celebrations, I found Mr. Bear waiting politely, holding a tiny toy birthday cupcake. (Honestly, adorable.)

“Hello Mr. Bear, welcome to our interview!” I said.


“Hi Jack!” he chirped. “Happy delayed Gotcha Day! We’re all so thrilled to have you here, and so grateful you respect our space. Oh, you wouldn’t believe the horrific stories about pets mistreating stuffed animals—simply ghastly! But here? Oh no, never—”

And he talked.
And talked.
And talked.
About etiquette. And boundaries. And fluff maintenance. And thread count. And why crocheted bears have superiority complexes. And the political situation in the stuffed zoo animal wing.

Around minute 473 of his monologue, I… may have fallen asleep.
Okay. I did fall asleep.
No chance to ask a single bear-related question. Not one.

Next thing I knew, I was being scooped up into Mommy’s arms, drifting through the hallway.

“I think you had a very long day with Mr. Bear,” she whispered, kissing my head. “Time for bed, sweetheart. Sweet dreams, Jack.”

Which brings me to my current concern:

Tomorrow.
Smores.
Her smug face when she finds out I learned absolutely nothing.

I can already hear her:

“So… Mr. Expert Bear gave you all the answers, hm?
Fascinating.
Do enlighten me, Shadow Ninja.”

I’m doomed.
Wish me luck.

Entrevista com o Urso

Lembram-se do incidente do urso?
Pois… decidi consultar um especialista.
Um urso de peluche, para ser exacto.
(Por favor, guardem as vossas sentenças para o final.)

A Smores, claro, foi imediatamente dramática com a situação.

“Meu querido,” suspirou ela, com os bigodes a tremer de reprovação, “eu partilho esta casa há aaanos com essas criaturas de peluche, e nem uma vez—nem uma única vez—elas demonstraram saber fosse o que fosse sobre vida selvagem. Sinceramente, é constrangedor.”

“Bem,” respondi, “talvez não tenhas feito as perguntas certas. Tu és uma Diva. Esperas que o mundo venha até ti. Eu sou um gato preto. Nós fundimo-nos com as sombras. Recolhemos segredos. Movemo-nos sem ser vistos. Tu trabalhas com holofotes. Eu trabalho nos bastidores. Conjuntos de habilidades complementares, Diva.”

Ela revirou os olhos.
“Se tu o dizes,” resmungou. “Mas lembra-te: eu também tenho uma coisa chamada cérebro.”
E com um abanar de cauda, virou costas, muito satisfeita consigo própria.

Enfim.

Uns dias depois das celebrações do meu aniversário de Adopção encontrei o Sr. Urso à minha espera, muito composto, a segurar um minúsculo cupcake de aniversário de brincar. (Adorável.)

“Olá, Sr. Urso, bem-vindo à nossa entrevista!”, disse eu.


“Olá, Jack!” vibrou ele. “Um atrasado Feliz Aniversário da Adopção! Estamos todos tão contentes por te ter aqui, e tão agradecidos por respeitares o nosso espaço. Nem imaginas as histórias horríveis sobre animais de estimação a maltratarem peluches—simplesmente terrível! Mas aqui? Ah, não, nunca…”

E ele falou.
E falou.
E falou.
Sobre etiqueta. E limites. E manutenção de pêlo sintético. E contagens de fios. E porque é que os ursos de croché têm complexos de superioridade. E a situação política na ala dos animais exóticos de peluche.

Algures no minuto 473 do monólogo, eu… posso ter adormecido.
Está bem. Adormeci mesmo.
Sem hipótese de fazer uma única pergunta sobre o tal encontro com o urso. Nenhuma.

Quando dei por mim, já estava nos braços da Mamã, a ser levado pelo corredor.

“Acho que tiveste um dia muito longo com o Sr. Urso,” murmurou ela, dando-me um beijo na cabeça. “Está na hora de ires dormir, meu amor. Sonhos doces, Jack.”

E agora, o meu problema é o amanhã.

Smores.
Aquela cara cheia de gozo quando descobrir que não aprendi absolutamente nada.

Consigo já ouvi-la:

“Então… o Sr. Urso Especialista deu-te todas as respostas, hmm?
Interessante.
Ilumina-me, ó Ninja das Sombras.”

Estou perdido.
Desejem-me sorte.

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