Ah, the whispers of Winter’s breath! The world outside is turning chilly, frosty, and rather forbidding. But here I am, firmly inside—my paws forbidden from roaming free in the neighborhood. No matter. Mommy, in her infinite wisdom, chose the third-best option: she cracked open my bedroom window just a sliver.

If you’re wondering what the first and second best options are, well — number one is roaming free around the neighborhood, naturally. Number two is the back screened porch, my usual outdoor hangout. So this little window crack? A decent consolation prize, I suppose.
Mommy worries about me catching cold, but really, she should know better. I am always warm — wrapped in a cozy nest of blankets, carpet beneath my paws like a plush cloud, and a heated room that could make a snowman sweat. If the chill gets too cheeky, I can always slip away to my walk-in closet, where the clothes hang heavy and the warmth lingers like a secret hug.

The cold breeze sneaks in like a silent visitor — refreshing, crisp, a little daring. I perch by the window and chat with my bird friends. They’re not thrilled about the snowflakes tumbling down, but I find it soothing — the way the white powder hushes the sharp edges of the bushes outside, turning the world into a soft, sleepy poem.
I’d invite them inside, of course! But let’s be honest, they don’t trust Smores. And Smores? Well, she’s less of a hostess and more of a fierce gatekeeper. No strangers allowed past her royal paws.
Still, I offered the birds a safe spot on the porch, promising Mommy could leave some treats and water. They nodded politely but flitted away — busy birds with places to be, things to see. Such restless spirits!

So here I stay, warm and content, watching the snow’s quiet ballet and breathing in the strange, magical scents that winter carries in on its chilly breath. From my safe nook, everything slows down — a soft white silence that makes the world feel gentle, like a whispered secret.
If poetry were a place, I think it would be a snow day — simple and still on the surface, but holding a million hidden stories beneath the quiet blanket. Footsteps that vanish, secrets that sleep, and magic waiting patiently to be found.
Today, I feel like a poet, indeed — a mischievous poet with a warm heart and a twinkle in his whiskers.

Yours truly,
Jack Whiskerfluff the Dazzling,
Bearer of Warmth and Whisperer of Winter Breezes,
Grand Poetic Overlord of Windowsills,
and Supreme Sultan of Snuggledom
O Sopro do Inverno
Ah, os sussurros do sopro do Inverno! O mundo lá fora está a ficar frio, gelado e um pouco assustador. Mas aqui estou eu, bem fechado dentro de casa, com as minhas patas proibidas de vaguear livremente pela vizinhança. Não faz mal. A Mamã, na sua infinita sabedoria, escolheu a terceira melhor opção: abriu a janela do meu quarto só um bocadinho.

Se estão a tentar descobrir quais são as outras opções, bem aqui vão: a primeira é vaguear livremente pela vizinhança, naturalmente e a segunda é o alpendre fechado nas traseiras, o meu lugar habitual ao ar livre. Então esta fresta na janela? É um prémio de consolação decente, acho eu.

A Mamã preocupa-se que eu apanhe frio, mas, a sério, jádevia conhecer-me melhor. Eu estou sempre quente, enrolado num ninho confortável de mantas, com a carpete macia debaixo das patas como uma nuvem felpuda e um quarto aquecido que até faria um boneco de neve suar. Se o frio ficar atrevido demais, posso sempre escapar para o meu armário, onde as roupas penduradas guardam o calor como um abraço secreto.

A brisa fria entra sorrateira, como um visitante silencioso, fresca, revigorante, um pouco atrevida. Eu sento-me perto da janela e falo com os meus amigos pássaros. Eles não estão muito contentes com os flocos de neve que caem, mas a mim acalma-me observar a maneira como o pó branco amortece as arestas dos arbustos lá fora, transformando o mundo numa suave e sonolenta poesia.
Claro que os convidava a entrar! Mas sejamos honestos, eles não confiam na Smores. E a Smores? Bem, ela prefere ser guardiã feroz a boa anfitriã. Nenhum estranho escapa das suas patas reais.
Ainda assim, ofereci-lhes um lugar seguro no alpendre da entrada, prometendo que a Mamã poderia deixar-lhes comida e água. Eles agradeceram com um aceno educado, mas partiram. Os pássaros estão sempre muito ocupados com sítios para ir, coisas para ver. Espíritos tão inquietos!

Então fico aqui, quente e contente, a observar o silencioso bailado da neve e a inspirar os estranhos e mágicos cheiros que o Inverno traz no seu sopro gelado. Do meu canto seguro, tudo fica mais lento, num suave silêncio branco que faz o mundo parecer gentil, como um segredo sussurrado.
Se a poesia fosse uma paisagem, acho que seria um dia de neve, aparentemente simples e tranquilo, mas com um mil histórias escondidas sob o manto silencioso. Pegadas que desaparecem, segredos que dormem e magia à espera de ser descoberta.
Hoje sinto-me poeta, de facto um poeta travesso, com um coração quente e um brilho nos meus bigodes.

Com os meus melhores cumprimentos,
Jack Bigodes Brilhantes,
Portador de Calor e Sussurrador das Brisas de Inverno,
Grande Senhor Poeta dos Peitoris,
e Supremo Sultão do Aconchego

