Confessions of a Cat Who Studies with Beagles

by Jack


I like to stroll online.

When you have as much free time as I do, you learn that it must be used wisely. Naps are important, of course, but too much free time should be turned into learning moments. Intellectual enrichment. Personal growth. Occasionally, light judgment of others.

That’s how I found the online courses.

They were taught by a beagle.

Now, I know what you’re thinking. A beagle. But let me tell you something right away: this was no ordinary beagle. This was Darcy. A creature of deep feeling, powerful opinions, and an unmatched devotion to food. Very dramatic. Very expressive. A true authority on how to exist loudly and unapologetically in the world.

I enrolled immediately.

I took all her courses. Every single one. I studied her methods closely: how to sigh as if the world has personally wronged you, how to sit perfectly still yet somehow demand attention, how to make snacks appear through sheer emotional pressure alone. I learned that feelings should be expressed fully, preferably with an audience, and that meals are not just meals — they are events.

Recently, I heard that Darcy had surgery.

This concerned me. Recovery is serious business. It requires rest, compassion, and ideally snacks arriving slightly more often than necessary. I sent my best thoughts her way and hoped she was surrounded by soft blankets, devoted humans, and a refrigerator that mysteriously opened more than usual.

Inspired by her teachings, I decided it was time to apply what I had learned.

That afternoon, I joined Mommy on the couch. And I stayed there. For hours. No wandering. No second-guessing. Just presence. Calm. Stillness. The kind of togetherness that says, I belong here without making a sound.

This, I believe, Darcy would call advanced coursework.

Meanwhile, Smores was in the bedroom.

Now listen — I do feel sorry for her. A little. Briefly. But she has repeatedly refused to be nice to me, despite my gentle nature, excellent manners, and very reasonable expectations of shared existence. One cannot ignore the lessons of consequence. Even Darcy teaches that boundaries are important, especially when someone refuses to acknowledge your charm.

So I remained on the couch. Mommy remained with me. The afternoon unfolded exactly as it should have.
I reflected on my progress. I am not a beagle. I do not howl for snacks or collapse dramatically at the sound of an empty bowl. But under Darcy’s guidance, I have learned something important:

Drama is not about volume.
It’s about commitment.

And commitment, as any good student knows, is best practiced from a very comfortable couch.

Post-Credit Scene: Smores Responds

I don’t know what happened today.

He was louder and more dramatic than usual. For everybody’s sake, I decided to retreat to the room and let Mommy deal with Your Highness, the Drama King.

If you ask me, I think he had classes online.

The way he was behaving closely resembled those old Shakespearean theater performers — excessive pauses, exaggerated emotion, and absolutely no awareness of personal space.

Honestly exhausting.

Confissões de um Gato que Estuda com Beagles

por Jack


Gosto de navegar online.

Quando se tem tanto tempo livre como eu, aprende-se que ele deve ser usado com sabedoria. As sestas são importantes, claro, mas tempo livre a mais deve ser transformado em momentos de aprendizagem. Enriquecimento intelectual. Crescimento pessoal. Ocasionalmente, um pouco de julgamento silencioso sobre os outros.

Foi assim que encontrei os cursos online.

Eram leccionados por uma beagle.

Eu sei o que estão a pensar. Uma beagle. Mas deixem-me esclarecer uma coisa desde já: esta não era uma beagle qualquer. Esta era a Darcy. Uma criatura de emoções profundas, opiniões fortes e uma devoção incomparável à comida. Muito dramática. Muito expressiva. Uma verdadeira autoridade na arte de existir no mundo de forma intensa e sem pedir desculpa.

Inscrevi-me imediatamente.

Fiz todos os cursos. Todos. Estudei atentamente os seus métodos: como suspirar como se o mundo nos tivesse feito uma injustiça pessoal, como ficar perfeitamente imóvel e ainda assim exigir atenção, como fazer aparecer comida apenas através da pressão emocional correta. Aprendi que os sentimentos devem ser expressos por completo, de preferência com público, e que as refeições não são apenas refeições — são eventos.

Recentemente, soube que a Darcy foi submetida a uma cirurgia.

Fiquei preocupado. A recuperação é um assunto sério. Exige descanso, compaixão e, idealmente, snacks a chegar um pouco mais vezes do que o estritamente necessário. Enviei-lhe os meus melhores pensamentos e esperei que estivesse rodeada de mantas macias, humanos dedicados e um frigorífico que se abre misteriosamente com maior frequência.

Inspirado pelos seus ensinamentos, decidi que era altura de pôr a teoria em prática.

Nessa tarde, sentei-me no sofá com a Mamã. E fiquei ali. Durante horas. Sem andar de um lado para o outro. Sem hesitações. Apenas presença. Calma. Imobilidade. Aquele tipo de companhia que diz eu pertenço aqui sem precisar de fazer barulho.

A isto, acredito eu, a Darcy chamaria de nível avançado.

Entretanto, a Smores estava no quarto.

Agora, atenção, eu sinto pena dela. Um bocadinho. Mas ela recusou repetidamente ser simpática comigo, apesar da minha natureza gentil, dos meus excelentes modos e das minhas expectativas perfeitamente razoáveis de convivência pacífica. Não se podem ignorar as lições das consequências. Até a Darcy ensina que os limites são importantes, especialmente quando alguém se recusa a reconhecer o teu charme.

Por isso, permaneci no sofá. A Mamã ficou comigo. A tarde decorreu exactamente como devia.

Reflecti sobre o meu progresso. Não sou um beagle. Não uivo por comida nem desmaio dramaticamente ao ouvir o som de uma taça vazia. Mas, sob a orientação da Darcy, aprendi algo importante:

O drama não tem a ver com volume.
Tem a ver com compromisso.

E compromisso, como qualquer bom estudante sabe, pratica-se melhor num sofá muito confortável.

Cena Pós-Créditos: Smores Responde


Não sei o que se passou hoje.

Ele estava mais barulhento e mais dramático do que o habitual. Para o bem de toda a gente, decidi recolher-me no quarto e deixar a Mamã lidar com Sua Alteza, o Rei do Drama.

E deixem-me que vos diga, eu acho que ele teve aulas online.

A maneira como se comportava fazia lembrar os antigos actores do teatro de Shakespeare: pausas exageradas, emoções amplificadas e absolutamente nenhuma noção de espaço pessoal.

Sinceramente, deixou-me exausta!

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