I am Jack. Mostly black. Two small white spots if you look closely — one on my chest, one on my belly. Subtle. Distinguished. Journalist material.
Today, I am particularly puzzled.

Smores has been pacing like a dramatic weather forecaster announcing doom. She keeps whispering to me, “Be careful today, Jack. Watch your paws, watch your tail, watch everything!”
I tilt my head. Careful? Today? I’ve spent my life leaping, pouncing, and investigating — careful is not my style. But Smores seems serious. As serious as when she hides the good treats in the cupboard.
Humans call today… something like “Friday the 13th.” Apparently, it’s a day of bad luck. I don’t really understand why the number 13 is unlucky. If anything, 13 sounds perfectly fine to me — 13 zoomies, 13 sunbeams to nap in. Doesn’t sound unlucky at all.
Smores, of course, has her theories. She hisses at odd shadows, glares at moving leaves, and insists I stay alert. I try to explain that my black fur is already perfect camouflage, so danger rarely surprises me. But she just flicks her tail and looks at me as if I’m the one who might trip over some invisible curse.
So here I am, cautious but curious, wondering if humans made up this Friday-the-13th thing just to confuse us cats… or if it’s just another excuse for Smores to boss me around. Either way, I’ll keep one eye open, two paws ready, and maybe sneak a few extra naps in between — because even on unlucky days, a cat must nap wisely.

Naturally, as a writer and investigative reporter, I could not simply accept superstition without research.
Here is what I uncovered:
Humans consider the number 13 unlucky. They even have a complicated word for the fear of it — triskaidekaphobia. Apparently, at the Last Supper there were 13 people at the table, and the 13th guest betrayed Jesus. Humans also think 12 is a “complete” number — 12 months, 12 zodiac signs, 12 apostles — so 13 feels like the odd extra paw where one isn’t needed.
Fridays also have a gloomy reputation. Some say Jesus was crucified on a Friday. Combine an unlucky number with an unlucky day and — voilà — humans brace for catastrophe.
Some are so nervous about 13 that tall buildings skip it entirely. Elevators jump from 12 to 14 as if 13 simply vanished into thin air. Imagine being a floor and getting erased for no reason. I find that deeply unfair.
Now here is where this becomes personal.
In 2027, I will be 13 years old.
Should I be concerned? Will my whiskers tingle mysteriously? Will my zoomies reach historic proportions? Will Smores blame every unexplained sound on my future teenage recklessness?
After much reflection (and three research naps), I concluded this:
Most bad luck is simply human imagination wearing dramatic clothing.
Besides, I trust Mommy.
Mommy would never let any harm come to me. She checks the doors. She watches the windows. She refills my bowl with scientific precision. If Friday the 13th tried anything suspicious, it would have to go through her first.
And that, frankly, would not end well for Friday.
Still…
Just as I finished drafting my report, a loud —
THUD.
I froze.
My tail puffed. My ears flattened. My heart performed an unscheduled zoomie.
Smores slowly turned her head toward me with that look.
I told you so.

A low whispering sound followed. The curtain lifted. Shadows stretched along the wall.
Perhaps, I thought, this is it. Perhaps Friday the 13th has arrived.
The window rattled again.
And then —
Whoooooosh.
The wind.
Just the wind pushing branches against the house.
Silence returned.
I smoothed my fur. Adjusted my posture.
“Atmospheric disturbance,” I announced calmly. “Completely explainable.”
Smores said nothing.
Which is somehow worse.
Of course, I am not afraid.
But… purely as a precaution… and strictly for research purposes…
I may consider sleeping in Mommy’s bedroom tonight.
You know.
Just in case the wind decides to file a follow-up report.
Reflexões do Jack sobre a Sexta-feira 13
Eu sou o Jack. Quase todo preto. Duas pequenas manchas brancas se olharem com atenção: uma no peito, outra na barriga. Subtil. Distinto. Material de jornalista.
Hoje estou particularmente intrigado.
A Smores anda de um lado para o outro como uma meteorologista dramática a anunciar desgraças. Continua a sussurrar-me:
“Tem cuidado hoje, Jack. Cuidado com as patas, com a cauda, com tudo!”
Inclino a cabeça e penso: Cuidado?! Hoje?! Passei a vida a saltar, a caçar e a investigar, cuidado nunca foi o meu estilo. Mas a Smores parece mesmo séria. Tão séria como quando esconde os melhores petiscos no armário.
Os humanos chamam ao dia de hoje… algo como “Sexta-feira 13”. Ao que parece, é um dia de azar. Não percebo bem porque é que o número 13 é considerado azarado. Para mim, 13 soa perfeitamente bem: 13 corridas pela casa, 13 raios de sol para sestas. Não me parece nada azarado.
A Smores, claro, tem as suas teorias. Rosna às sombras estranhas, fixa folhas a mexer-se e insiste que eu esteja alerta. Eu tento explicar-lhe que o meu pelo preto é camuflagem perfeita, por isso o perigo raramente me apanha desprevenido. Mas ela limita-se a abanar a cauda e a olhar para mim como se eu fosse capaz de tropeçar numa maldição invisível.

Por isso aqui estou eu, cauteloso mas curioso, a perguntar-me se os humanos inventaram esta coisa da Sexta-feira 13 só para nos confundir, a nós, gatos… ou se é apenas mais uma desculpa para a Smores mandar em mim. Seja como for, vou manter um olho aberto, duas patas prontas e talvez encaixar mais algumas sestas pelo meio, porque mesmo nos dias de azar, um gato deve dormir com sabedoria.
Naturalmente, como escritor e repórter de investigação, não podia aceitar uma superstição sem fazer pesquisa.
Eis o que descobri:
Os humanos consideram o número 13 azarado. Até têm uma palavra complicada para o medo dele — triskaidecafobia. Ao que parece, na Última Ceia estavam 13 pessoas à mesa, e o 13.º convidado traiu Jesus. Além disso, os humanos acham que o 12 é um número “completo” — 12 meses, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos — por isso o 13 parece aquela pata a mais que ninguém pediu.
As sextas-feiras também têm má reputação. Alguns dizem que Jesus foi crucificado numa sexta-feira. Juntem um número azarado a um dia considerado azarado e — voilà — os humanos preparam-se para a catástrofe.
Há quem fique tão nervoso com o 13 que certos prédios altos simplesmente o ignoram. Os elevadores passam do 12 para o 14 como se o 13 tivesse desaparecido no ar. Imaginem ser um andar e ser apagado só por causa de um número. Acho profundamente injusto.
Agora é aqui que isto se torna pessoal.
Em 2027, farei 13 anos.
Devo preocupar-me? Vão os meus bigodes vibrar misteriosamente? As minhas corridas noturnas atingir proporções históricas? Vai a Smores culpar a minha futura adolescência felina por cada barulho inexplicável?
Depois de muita reflexão (e três sestas de investigação), cheguei à seguinte conclusão:
A maior parte do azar é apenas imaginação humana vestida de drama.
Além disso, eu confio na Mamã.
A Mamã nunca deixaria que me acontecesse mal algum. Verifica as portas. Observa as janelas. Enche a minha taça com precisão científica. Se a Sexta-feira 13 tentasse alguma coisa suspeita, teria primeiro de passar por ela.
E isso, francamente, não acabaria nada bem para a Sexta-feira 13.
Ainda assim…
Mal terminei de redigir o meu relatório, ouvi:
PUM.
Fiquei imóvel.
A cauda eriçou-se. As orelhas colaram-se à cabeça. O coração fez uma corrida não programada.
A Smores virou lentamente a cabeça na minha direção com aquele olhar.
Eu avisei-te.
Seguiu-se um som baixo, sussurrante. A cortina levantou-se. As sombras esticaram-se pela parede.
Talvez, pensei eu, seja isto. Talvez a Sexta-feira 13 tenha finalmente chegado.
A janela voltou a estremecer.
E depois —
Whoooooosh.
O vento.
Apenas o vento a empurrar os ramos contra a casa.
O silêncio regressou.
Alisei o pelo. Endireitei a postura.
“Perturbação atmosférica,” anunciei calmamente. “Perfeitamente explicável.”

A Smores não disse nada.
O que é, de certa forma, pior.
Claro que eu não tenho medo.
Mas… puramente por precaução… e estritamente por motivos de investigação…
Talvez considere dormir no quarto da Mamã esta noite.
Sabem… Só para o caso de o vento decidir apresentar um relatório de seguimento.

