The Day Mommy Forgot Her Sparkle

(as told by Jack, Guardian of Serenity and Occasional Zoomies)

You all know I love Mommy.
Truly. Deeply. Eternally.
But boy… she was impossible the other day.

Now before you gasp and drop your kibble, let me explain. I am a very reasonable gentleman. Almost entirely black, save for two tiny white constellations—one on my chest and one on my belly—clearly placed there by the universe to remind everyone that I am balanced and wise.

Smores told me this is not the first time Mommy has been… what is the human word? Spirited. Apparently, when Mommy absorbs too much “outside world nonsense,” she sometimes lets it follow her home like invisible mud on her shoes.

Smores’ strategy, as she proudly shared, is to either:
Pick a fight (her specialty),
Deliver a corrective bite (also her specialty), or
Pretend she is asleep in a mysterious undisclosed location (elite level performance).

But I, Jack the Serene, believe in communication.
So I approached her. Calmly. Dignified. Tail high.
“Hey, young lady!” I said.
(She is not that young, but humans melt when you call them that. I know things.)

“I don’t have anything to do with what happens outside,” I informed her gently but firmly. “I deserve respect. I am always here to give you love, hugs, and a heart ready to listen… but not to accept disrespect.”

I held her gaze. Not dramatic. Just steady. Like a wise forest panther who also enjoys stew.
And you know what?
She stopped.
She blinked.
She realized.
She apologized.
Then came extra love. Extra cuddles. Extra treats. Which, while not the goal, are certainly aligned with justice.

Here is something I have learned in my many lifetimes (and possibly a few previous reincarnations):
Sometimes humans get so angry at the world that they let the feelings sit inside them. They ferment them. They amplify them. They turn up their voices. Their faces grow stormy. Their movements get sharp.

But our home is not the storm.
Our home is the fireplace after the storm.
I will always call it. Kindly. Lovingly. With dignity.
I will not let the world disturb my serenity. And believe me—I have been through a lot. I have known loss. I have known shelters. I have known waiting. I choose peace now.

I love Mommy.
I love Smores.
I love this house with its sunbeams and quiet corners and rotating territories.
And I will do whatever I can to keep it serene, caring, and magical.

Even if that means occasionally reminding Mommy that she lives with a small, wise, velvet panther who demands respect.
With love,

Jack
Guardian of Peace,
Receiver of Treats,
Keeper of the Sparkle

O Dia em que o Brilho da Mamã se Eclipsou

(contado por Jack, Guardião da Serenidade e das Zoomies Ocasionais)

Vocês sabem que eu amo a Mamã.
Mesmo. Muito. Para sempre.
Mas bolas… no outro dia ela estava impossível.

Antes que fiquem chocados e deixem cair o vosso croquete, deixem-me explicar. Eu sou um cavalheiro muito razoável. Quase totalmente preto, excepto por duas pequenas constelações brancas, uma no peito e outra na barriga, claramente colocadas pelo universo para lembrar toda a gente de que sou equilibrado e sábio.

A Smores contou-me que não é a primeira vez que a Mamã fica… como dizer… intensa. Ao que parece, quando ela absorve demasiadas “coisas do mundo lá fora”, às vezes deixa que isso a siga até casa, como lama invisível agarrada aos sapatos.

A estratégia da Smores, segundo ela própria explicou com orgulho, é:
Arranjar uma discussão (especialidade dela),
Dar uma dentadinha corretiva (também especialidade dela), ou
Fingir que está a dormir num local secreto e misterioso da casa (nível avançado de representação).

Mas eu, Jack o Sereno, acredito na comunicação.
Aproximei-me dela. Calmo. Digno. Cauda erguida.
“Ó menina!” disse eu.
(Ela já não é assim tão menina, mas os humanos derretem quando os tratamos assim. Eu sei destas coisas.)

“Eu não tenho nada a ver com o que acontece lá fora”, expliquei com firmeza suave. “Eu mereço respeito. Estou sempre aqui para dar amor, abraços e um coração pronto a ouvir… mas não para aceitar desrespeito.”

Mantive o olhar. Sem drama. Apenas firme. Como uma pantera sábia da floresta que também aprecia um bom estufado.
E sabem que mais?
Ela parou.
Piscou os olhos.
Percebeu.
Pediu desculpa.
E depois vieram mimos extra. Carinhos extra. Guloseimas extra. O que, não sendo o objectivo, está claramente alinhado com a justiça universal.

Há algo que aprendi nas minhas muitas vidas (e possivelmente em algumas reencarnações anteriores):
Às vezes os humanos ficam tão zangados com o mundo que deixam esses sentimentos dentro deles. Deixam-nos fermentar. Amplificam-nos. Aumentam o tom de voz. A expressão fica carregada. Os movimentos tornam-se bruscos.

Mas a nossa casa não é a tempestade.
A nossa casa é a lareira depois da tempestade.
Eu vou sempre chamar a atenção. Com carinho. Com amor. Com dignidade.
Não vou deixar que o mundo perturbe a minha serenidade. E acreditem, eu já passei por muito. Conheci a perda. Conheci abrigos. Conheci a espera. Agora escolho a paz.

Amo a Mamã.
Amo a Smores.
Amo esta casa com os seus raios de sol e cantinhos tranquilos e territórios rotativos.
E farei tudo o que puder para a manter serena, acolhedora e mágica.

Mesmo que isso signifique, de vez em quando, lembrar à Mamã que vive com uma pequena pantera de veludo que exige respeito.
Com amor,

Jack
Guardião da Paz,
Receptor Oficial de Guloseimas,
Protector do Brilho

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