By Smores, Senior Resident & Emotional Regulator
Sometimes I wonder about Jack.
Is he dramatic because he spends most of his time in his room?
Is it because he once lived in a shelter and now feels everything at full volume?
Is it because his imagination gallops like a horse with no fence?
Or was he simply born with background music playing at all times?
Mama can whisper the word “hacker” — calmly, casually, barely concerned.

Jack?
Emergency protocol activated.
Security breach.
Immediate strategic meeting.
All systems online.
Mama sneezes.
Jack produces a cry so urgent you would think he is personally escorting her to urgent care.
I try to remind him of the house guidelines:
We are a peaceful establishment.
We move with grace.
We observe Mama’s emotional weather and adjust accordingly.
He listens. He truly does.
And then… he sings.
From his room.
Like a medieval troubadour convinced the kingdom must be informed of his feelings — loudly, repeatedly, with heroic conviction.
Mama comes home tired some days. She needs fresh air. Gentle purring. The quiet reassurance that life is manageable.
Jack offers… intensity.
Zoomies with purpose.
Massages of questionable technique from a cat who has clearly watched too many imaginary tutorials.
And, most recently, a self-appointed title: Acupressure Therapist.
To be fair, he kneads with commitment.
He purrs like an industrial engine.
He believes — wholeheartedly — that he is restoring spinal alignment.
I would never make such claims publicly.
Yes, we knead.
Yes, we purr.
We are therapeutic presences with fur.
We are not licensed.
Jack, however, claims the title loudly.
And this, dear friends, is why I do not share a room with him.
Jack does not yet understand volume control.
He does not understand gradual transitions.
He does not understand that energy must be modulated.
He feels first, adjusts later.
He loves in capital letters.
When his energy rises, mine rises too. And as a calico of refinement, I prefer to avoid unnecessary combat scenarios.

So I retreat.
To our room. Mama’s and mine.
I may stage a small production on the way out. Standards must be maintained.
I may negotiate additional treats. Emotional regulation is demanding work.
Then Jack takes the stage.
And here is the part I will only say once:
He means well.
His alarms are love.
His serenades are loneliness disguised as opera.
His “therapy sessions” are his way of saying, I am here, Mama. I will fix everything.
He simply has not yet mastered the art of subtlety.
I, of course, was born with it.
Poor Mama — living between a troubadour and a queen.
And somehow, she loves us both.
But truthfully?
The house would feel very quiet without his concerts.
Do not tell him I said that.
Viver com um Trovador
Por Smores, Residente Sénior & Reguladora Emocional
Às vezes questiono-me acerca do Jack.
Será que é dramático porque passa a maior parte do tempo no quarto dele?
Será por ter vivido num abrigo e agora sentir tudo em volume máximo?
Ou será que a imaginação dele galopa como um cavalo sem cerca?
Ou simplesmente nasceu com música de fundo permanente?
A Mamã pode sussurrar as palavras “pirata informático ” — calma, casual, quase indiferente.

E o Jack?!
Protocolo de emergência ativado.
Violação de segurança.
Reunião estratégica imediata.
Todos os sistemas operacionais.
A Mamã espirra.
O Jack solta um lamento tão urgente que parece estar a escoltá-la pessoalmente para as urgências.
Eu tento lembrar-lhe as directrizes da casa:
Somos uma casa pacífica.
Movemo-nos com elegância.
Observamos o estado emocional da Mamã e ajustamo-nos em conformidade.
E ele ouve. Ouve mesmo.
E depois… canta.
Do quarto dele.
Como um trovador medieval convencido de que o reino precisa de ser informado dos seus sentimentos — em alto e bom som, repetidamente, com convicção heroica.
A Mamã chega a casa cansada. Precisa de ar fresco. De um ronronar suave. Daquela garantia tranquila de que a vida é administrável.
O Jack oferece… intensidade.
Corridas pela casa com propósito.
Massagens de técnica questionável de um gato que claramente viu demasiados tutoriais imaginários.
E, mais recentemente, um título autoatribuído: Terapeuta de Acupressão.
Para ser justa, ele amassa com dedicação.
Ronrona como um motor industrial.
Acredita do fundo do coração que está a alinhar colunas vertebrais e chackras.
Eu jamais faria tais afirmações em público.
Sim, nós amassamos.
Sim, nós ronronamos.
Somos presenças terapêuticas com pelo.
Não somos licenciados.
O Jack, no entanto, proclama o título em voz alta.

E é por isso, caros amigos, que eu não partilho o quarto com ele.
O Jack ainda não compreende o controlo de volume.
Não entende transições graduais.
Não percebe que a energia deve ser modulada.
Ele sente primeiro, ajusta depois.
Ama em letras maiúsculas.
Quando a energia dele sobe, a minha também sobe. E, como calico de refinamento, prefiro evitar cenários de combate desnecessários.
Por isso retiro-me.
Para o nosso quarto. O da Mamã e o meu.
Posso fazer uma pequena encenação à saída. Os padrões devem ser mantidos.
Posso negociar uns petiscos extra. A regulação emocional é um trabalho exigente.
Depois o Jack assume o palco.
E aqui vai a parte que só direi uma vez:
Ele tem boas intenções.
Os alarmes dele são amor.
As serenatas são solidão disfarçada de ópera.
As “sessões terapêuticas” são a forma dele dizer: Estou aqui, Mamã. Eu resolvo tudo.
Ainda não dominou a arte da subtileza.
Eu, claro, nasci com ela.
Pobre Mamã,a viver entre um trovador e uma rainha.
E, de alguma forma, ama-nos aos dois.
Mas, na verdade?
A casa ficaria muito silenciosa sem os concertos dele.
Não lhe digam que eu disse isto.

