A Buzz in the Night – Part 1

(Or “The Art of Solving a Problem Without Drama,” according to Smores — and “The Night the Kitchen Almost Collapsed,” according to Jack.)

I would like it officially noted that I remained composed.

There was a hoarse buzzing sound coming from the kitchen — as if the appliances had decided to audition for a late-night opera nobody requested.

Did I panic?

No.

Did I sprint dramatically down the hallway like certain black-coated individuals might?

Also no.

I went to call Mama. Calmly. Serene. Tail level. Dignified.

Mama was already aware. Of course she was. We are a competent household.
There was a brief investigation. A discovery. A door adjustment. Voilà. Silence restored.

No crying.
No rocket-speed zoomies.
No emergency summit meetings.
Back to bed.
Goodnight.
Sweet dreams.
See you tomorrow.

As for Jack — he does not need to be informed. He would insist on inspecting the perimeter, tapping the freezer, offering strategic commentary, perhaps proposing unnecessary renovations.

Sometimes life is not that complicated.

Sometimes the door simply needs to be closed properly.

And sometimes, we allow simple moments to remain simple.

Now, if you excuse me, I am resting beside Mama. Supervising the quiet.

Smores

Um Zumbido na Noite – Parte 1

(Ou “A Arte de Resolver um Problema Sem Drama”, segundo a Smores — e “A Noite em que a Cozinha Quase Entrou em Colapso”, segundo o Jack.)

Gostaria que ficasse oficialmente registado que mantive a compostura.

Ouvomos um zumbido rouco vindo da cozinha, como se os electrodomésticos tivessem decidido oferecer-nos um espectáculo lírico fora de horas, sem que ninguém o tivesse solicitado.

Entrei em pânico?

Não.

Corri pelo corredor em modo dramático, como certos indivíduos de pelagem escura fariam?

Também não.

Fui chamar a Mamã. Calmamente. Serena. Cauda nivelada. Digna.

A Mamã já estava consciente da situação. Naturalmente. Somos um agregado familiar competente.
Houve uma breve investigação. Uma descoberta. Um ajuste na porta.

Voilà! Silêncio restabelecido.
Sem choros.
Sem corridas em velocidade-foguetão.
Sem reuniões de emergência.

De volta à cama.
Boa noite.
Bons sonhos.
Até amanhã.

Quanto ao Jack,  não precisa de ser informado. Ele iria querer inspeccionar o perímetro, dar umas pancadinhas no congelador, oferecer comentários estratégicos e, muito provavelmente, propor renovações desnecessárias.

Às vezes a vida não é assim tão complicada.

Às vezes a porta só precisa de ser bem fechada.

E às vezes deixemos os momentos simples serem apenas isso — simples.

Agora, se me dão licença, estou deitada ao lado da Mamã. A supervisionar o silêncio.

Smores

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