Gillette Castel

Gillette Castel. Connecticut, EUA

William Gillette (1853-1937), actor americano, mandou construir, para sua residência,  esta casa, onde o exterior e interior competem pela originalidade.

A personalidade de Gillette é tão singular e marcante como o seu castelo. A sua paixão pela arte de representar e pelos comboios, estão bem presentes nos detalhes da casa: quartos com entradas secretas, interruptores semelhantes a alavancas de comboios e trancas de portas que mais parecem, pela forma como funcionam, trancas de um cofre.  A escada foi pensada para lhe permitir uma entrada dramática na sala, onde estariam as visitas à espera. E ao longo da propriedade havia uma linha de comboio sendo o maquinista, nem mais, nem menos que o próprio William Gillette.

Enquanto actor ficou mais conhecido pelo seu papel como Sherlock Holmes, sendo-lhe atribuídas a expressão “Elementar, meu caro Watson” e a escolha do característico chapéu.

Conta-se também, que enquanto o seu castelo estava a ser construído, Gillette morou num barco, no Connecticut River, de onde podia observar o desenvolvimento da obra.

Anúncios

Throwback Thursday – Passeio de Balão

Era uma vez um Passeio de Balão em Coruche, Portugal…

Nada é mais inesquecível, quando falamos de passeios, do que um passeio de Balão. Ou gostamos ou não gostamos, não há meio-termo! E eu GOSTEI!

Tudo começou numa vontade de viajar e ver o mundo noutra prespectiva e sentir o vento no rosto. Um dia, numa conversa entre amigos (nada melhor do que os amigos para nos ajudarem a realizar os nossos sonhos!) este desejo tomou forma, foram pensados detalhes e programado o passeio.

O Balão iria sair de Coruche de madrugada, por isso a noite foi mal dormida, em parte devido ao entusiasmo em parte devido à preocupação de ir ter ao sítio certo. A escuridão e o desconhecimento acerca daquela zona não facilitaram a tarefa mas  aos poucos o grupo foi ganhando forma e o balão também.

Envolvida pela brisa fresca da madrugada e rodeada pela luminosidade única do amanhecer, senti-me como um desses seres mágicos que habitam essas horas de lusco-fusco. Tudo parecia irreal, porém aqueles momentos que antecedem a partida são agitados, ouvir as instruções de segurança, entrar para o cesto, escolher um lugar e admirar todo o processo que torna possível um balão de ar quente cruzar os céus, depressa me troxeram para a realidade.

Fiquei fascinada pelo silêncio que existe à nossa volta quando estamos lá por cima, mesmo com pessoas a conversar animadamente (neste momento estamos todos agitados ou de felicidade ou de ansiedade – não se consegue ficar indiferente) o silêncio mantém-se. Mas é um silêncio confortável, que nos permite saborear melhor esta extraodinária experiência. E os meus pensamentos começam a voar outra vez e já não estou no Balão, vôo livremente por cima do rio, acompanho os pássaros e observo os cavalos a correr pela planície. Chego a pensar no Gigante da história do João e do Pé de Feijão e se também se divertiria assim a observar a Terra quando estava no seu castelo nas nuvens…

Infelizmente o tempo também voa e temos de regressar, aterramos a alguns metros de distância do local certo, mas acabou de uma forma quase perfeita: tivemos direito a um brinde pelo baptismo de voo e ganhamos o direito de ajudar a esvaziar o balão!

Throwback Thursday – Conversas

“Eu não penso como tu pensas, mas lutarei até ao fim para qie tu possas pensar da maneira que pensas” 

Voltaire (tradução livre)

Num tempo de tantas ideias contrárias, esta frase veio-me à memória.

Quando o tempo começava a aquecer, depois de jantar, eu e o meu pai, saíamos para um passeio a pé. Esse tempo era passado a conversar acerca de tudo e acerca de nada, não sei, ainda hoje seos temas das conversas eram préviamente pensados, mas sei que eu delirava ter um adulto só para mim com quem conversar.

Durante bastante tempo, tema de conversa entre mim e o meu pai foi aquela frase de Voltaire.

Lembro-me de lhe perguntar: “Mas porque tenho eu de lutar até ao fim para que ele possa estar contra mim?”. A resposta, nunca curta, começou com uma observação que me pôs logo a pensar: “E quem te disse que o outro está contra ti? Podem estar só a pensar de maneira diferente?”

Mais adiante, no passeio e na conversa, colocou outra questão: “Se achas que tens direito a ter a tua opinião, porque negas ao outro o direito dele?”

Acho que são duas boas perguntas…

Throwback Thursday