Travel Tuesday – If I could have something named after me…

If something were to bear my name, it would not be a grand building, nor a monument carved in stone. Not a library, though I treasure the stories within them, nor a park, though I find solace in the whisper of leaves. Not a car, a suitcase, or a shoe—nothing bound to roads or destinations, but rather to the journey itself.

It would be a compass.

For I have always drifted beyond the familiar, stepping away from comfort’s embrace to chase wonder, challenge, and discovery. And yet, one cannot remain forever at the edge of the unknown. There must be a place to return to—a sanctuary shaped by our own growth, a home that expands with us, holding the imprint of who we have become.

The world is vast, its beauty intoxicating, its contradictions overwhelming. I have wandered through awe and anger, through kindness that humbles and injustices that ignite. I have been swept away by ideas, mesmerized by possibilities, and at times, lost in the sheer immensity of it all.

But a compass does not dictate the path—it only reminds us where we began. It points home, not as a place fixed in time, but as the core of who we are. A space where choices are made with clarity, where emotions are tended with care, where faith in the world is restored. A place to rest, to heal, to realign our steps with the values that define us.

Yes, if something were to carry my name, let it be a compass—steady amidst the chaos, unwavering in the storm. A quiet guide back to myself.

To the wanderlust within me—

Not all who wander are lost, but some lose themselves willingly, surrendering to the pull of the unknown, tracing the edges of wonder with curious steps. I walk not to escape, but to discover—to gather stories written in the language of landscapes, to weave myself into the fabric of distant skies.

Yet even the restless heart needs a compass, not to confine, but to guide—to remind me where I began, so I may return not as I was, but as someone changed, expanded, made whole by the journey.

My Compass

Se tivesse algo com o meu nome, não seria um edifício grandioso, nem um monumento esculpido em pedra. Não seria uma biblioteca, embora ame as histórias que nela habitam, nem um parque, por mais que encontre conforto no sussurro das árvores. Não seria um carro, uma mala ou um par de sapatos, nada que pertença apenas às estradas ou aos destinos, mas sim à viagem em si.

Seria uma bússola.

Porque sempre me afastei do que me era familiar, deixando para trás a zona de conforto para seguir o encanto da descoberta, o desafio do desconhecido. Mas ninguém pode permanecer para sempre à margem do que é incerto. Precisamos de um lugar para regressar, um refúgio moldado pelo nosso próprio crescimento, um lar que se expanda connosco, que guarda a marca em quem nos tornámos.

O mundo é vasto, a sua beleza embriagante, as suas contradições avassaladoras. Já me perdi no deslumbre, na indignação, na generosidade que comove e nas injustiças que inflamam. Deixei-me levar por ideias, fascinada pelas possibilidades, e, por vezes, perdi-me na imensidão de tudo.

Mas uma bússola não impõe um caminho, apenas nos lembra de onde viemos. Aponta-nos o regresso, não a um lugar fixo no tempo, mas ao centro de quem somos. A um espaço onde as escolhas são feitas com clareza, onde as emoções são cuidadas com ternura, onde a fé no mundo se renova. Um lugar para descansar, para curar, para reencontrar o equilíbrio e seguir em frente com propósito.

Sim, se algo levasse o meu nome, que seja uma bússola, firme no meio do caos, inabalável perante a tempestade. Um guia silencioso de regresso a mim mesma.

À sede de aventura dentro de mim:

Nem todos os que vagueiam estão perdidos, mas alguns perdem-se de propósito, entregando-se ao chamamento do desconhecido, seguindo com passos curiosos os contornos do espanto. Caminho não para fugir, mas para descobrir, para recolher histórias escritas na linguagem das paisagens, para entrelaçar-me no tecido de céus distantes.

Mas até o coração inquieto precisa de uma bússola, não para o prender, mas para o guiar, para me recordar de onde parti, para que possa regressar não como fui, mas como alguém transformada, expandida, completa pela jornada.

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