Echoes of Not-So-Distant Days

The backyard 5 years ago

Walking down Memory Lane once more,
and I found myself remembering not-so-distant days — days when I would wander freely, riding along winding roads or strolling through quiet paths. I didn’t need to go far. Sometimes, just a few miles down the road felt like an adventure, like a small rebellion against routine.

But something shifted.
I’ve changed — so deeply, so quietly — that now I rarely stray from my comfort zone, my safe haven. The world outside feels unfamiliar, and if I’m honest, so do I. I no longer recognize the woman who once chased light through trees and giggled at clouds shaped like dragons.

Bookshop

That’s why I take photos.
Because when I scroll through my gallery, I remember her.
I remember me.

Each image is a whisper from the past — a gentle tug on the sleeve, saying, “You were here, and you were alive.” Even then, life wasn’t easy (has it ever been?), but somehow, I found reasons to smile, to marvel, to breathe in wonder. I danced with mystery, found serenity in the smallest things, and let laughter bubble up in unexpected places.

Gathering Memories


Grief held my hand, and I let it lead — again.
But today, those captured moments reminded me that grief doesn’t need to be the only voice in the room. Yes, it’s part of my story now, always will be. But so is that brave, wild-hearted self who still lives within me. She’s not gone — just resting.

She deserves more than a cautious, measured beat.
She deserves rhythm — a rhythm of her own.
A beat that stirs with awe, sorrow, peace, curiosity, and sudden joy.

So go on, dear heart.
Beat bravely again.
In sadness, in stillness, in quiet delight.
In hope.
In the ordinary magic of a life still waiting to be explored.

Fun Side of Life
Milkshakes
Quince fruit to make Quince jam
Mystery
Long drives

As old photos surface, I’m transported back to places where my heart felt warmth, and my soul found serenity.


À medida que me cruzo com fotos antigas, sou transportada de volta a lugares onde o meu coração sentiu calor e a minha alma encontrou serenidade.


Kuka M.

Enjoying the Outsides

Ecos de Dias Não Tão Distantes

Mais uma vez andri a passear pelo Caminho da Memória
e dei por mim a recordar dias não tão distantes, dias em que passeava sem pressa, pegava no carro e deixava-me levar por estradas calmas ou caminhos pouco conhecidos. Não precisava de ir longe. Às vezes, bastava aventurar-me uns quilómetros mais adiante… e o mundo ganhava outra cor.

Mas algo mudou.
Mudei, de forma tão profunda e silenciosa, que agora raramente saio da minha zona de conforto, do meu refúgio seguro. O mundo lá fora parece estranho, e se for sincera… eu também. Já não reconheço a mulher que corria atrás da luz entre as árvores e sorria ao ver nuvens com formas de dragão.

Chasing Carla

É por isso que tiro fotografias.
Porque, ao folhear a galeria no telemóvel, lembro-me dela.
Lembro-me de mim.

Cada imagem é um sussurro do passado, um toque leve no ombro a dizer: “Tu estiveste aqui. Estiveste viva.” Mesmo então, a vida não era fácil (quando é que foi?), mas eu encontrava razões para sorrir, para me maravilhar, para respirar com encanto. Dançava com o mistério, encontrava serenidade nas pequenas coisas, e o riso surgia onde menos esperava.

Hershey Bears

O luto voltou a pegar-me pela mão, e eu deixei-me ir, outra vez.
Mas hoje, ao olhar para essas memórias, percebi que o luto não tem de ser a única voz presente. Sim, faz parte de mim agora, e sempre fará. Mas também faz parte aquela alma corajosa e sonhadora que ainda vive dentro de mim. Ela não desapareceu, apenas adormeceu um pouco.

Music 🎶

E merece mais do que um compasso contido.
Merece um ritmo só seu.
Um ritmo que pulsa com espanto, tristeza, paz, curiosidade e alegria inesperada.

Vai, coração.
Bate com coragem outra vez.
Na dor, na quietude, na doçura discreta.
Na esperança.
Na magia simples de uma vida que ainda tem muito para descobrir.

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