Storytelling Sunday – Little Girl Still Dances

Nana, do you remember watching me dance at the end of the day?
Do you remember the smile I wore afterward—how the weight I carried on my shoulders would melt away with each step, swept off by the rhythm, as if the music itself was lifting my burdens?

I miss that girl, Nana. The one who believed in the magic of music.
When she wasn’t dancing, she was singing—because music wasn’t just something she did, it was part of who she was.
She used to cast her songs like spells, like tiny scarecrows to keep the troubles at bay. She believed—truly believed—that music held a kind of quiet power over life’s storms.

Do you remember when I stopped dancing, Nana?
Because I do.

But I also remember the day I started again. I remember how you smiled, that soft breath of relief in your voice when you said,
“She’s dancing again… now I can rest a little easier.”

Do you remember, Nana?

I do.
And I still dance sometimes—for you.

Nana and Me
Vóvó e Eu

E a Menina Continua a Dançar

Vóvó, lembras-te de me veres dançar ao fim do dia?
Lembras-te do sorriso que trazia no rosto depois da dança, de como o peso do mundo que carregava nos ombros se desfazia ao ritmo da música, como se ela própria o levasse embora?

Tenho saudades dessa menina, Vóvó.
Daquela que acreditava na magia da música.
Quando não dançava, cantava, porque a música não era apenas algo que fazia, era parte de quem ela era.
Usava as canções como pequenos feitiços, como espantalhos a espantar as preocupações. E acreditava, de verdade, que a música tinha um poder suave sobre as tempestades da vida.

Lembras-te de quando deixei de dançar, Vóvó?
Porque eu lembro-me.

Mas também me lembro do dia em que voltei a dançar.
Lembro-me do teu sorriso, daquela leveza na tua voz quando disseste:
“Já dança outra vez… agora fico mais descansada.”

Lembras-te, Vóvó?

Eu lembro-me.
E ainda danço, às vezes… por ti.

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