Until Candlemas

I don’t quite know why I’m doing this.

Maybe it’s because I need comfort.

Maybe I’m craving something soothing, or simply a little more light in my evenings.

This year, I don’t want to take the Christmas lights down.

I read somewhere that, in certain traditions, they are meant to stay until Candlemas—February 2nd—when we celebrate the Presentation of Jesus in the Temple. In Portugal, Nossa Senhora das Candeias. And that feels like a gentle, perfectly acceptable reason to let them stay a little longer.

But perhaps the truth is simpler, and deeper.

Maybe I need Light.

A beacon to guide me home—to myself.

Light that helps me tell the pebbles from the rocks, the stones from the shadows beneath my feet.

And maybe I need magic, too.

Because these lights carry me to a kinder, quieter, sweeter corner of the world. They whisper of happier times, softer evenings, moments when the heart felt held instead of heavy.

So this time, I’m allowing myself to indulge.
No explanations. No guilt.
Until Candlemas, I will keep the lights on.

A small, glowing act of tenderness.
A loving, heartwarming gift to my own heart.

Até à Candelária

Não sei bem porquê que estou a manter algumas decorações de Natal.

Talvez seja porque preciso de conforto.

Talvez esteja à procura de algo que me acalme, ou simplesmente de um pouco mais de luz nas minhas noites.

Este ano, não quero tirar as luzes de Natal.

Li algures que, segundo certas tradições, só devem ser retiradas depois da Candelária, a 2 de Fevereiro, quando se celebra a Apresentação de Jesus no Templo. Em Portugal, damos-lhe o nome de o Dia de Nossa Senhora das Candeias.

Parece-me uma razão perfeitamente válida para deixar ficar estas decorações natalícias um pouco mais.

Mas talvez a verdade seja mais simples e profunda.
Talvez eu precise de Luz.
Um farol que me guie de volta a casa, de volta a mim mesma.
Luz que me ajude a distinguir os seixos das rochas, as pedras das sombras no caminho.

E talvez eu precise também de magia.
Porque estas luzes levam-me a um lugar mais gentil, mais silencioso, mais doce. Sussurram tempos mais felizes, noites mais suaves, momentos em que o coração se sentia acolhido em vez de pesado.

Por isso, desta vez, permito-me ficar.
Sem explicações. Sem culpa.
Até à Candelária, vou manter estas  luzes.

Um pequeno gesto luminoso de ternura.
Um presente amoroso e reconfortante para o meu próprio coração. ✨

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