Do you need a break? From what?

I haven’t given it much thought lately. Maybe because, without realizing it, I’ve been quietly needing a break.
Not a break from life itself—but from this particular way of living it. From the way I feel myself slowly dissolving into the days, losing pieces of me to routines that no longer fit.
I need a pause from a life that moves by rhythm but lacks harmony. A life measured in minutes instead of moments. A life with more numbers than dreams, more silence than laughter, more concerns than innocence. And I know—life is made of all of these things. It always has been. But right now, I need distance from them. I need space to breathe.

I need to feel my own beat again. To hear my heart without the noise. To remember my own inner song. And for that, I need time—unrushed, uncounted time. Time to sit with myself. Time to find serenity, calm, and quietness. Time to simply be.

This break is not an escape; it’s an act of care. A way to reinforce my foundations, to rebuild what has grown tired, to renovate the rooms of my heart that have been neglected. Because every now and then, we need a reset. The world changes. Our world changes. And we need time to adapt—to relearn, to soften, to grow, to evolve into who we are becoming.
Yes, a break would be a blessing.
And perhaps more than anything, taking a break is a skill I need to remember how to practice—without guilt, without explanation, and with love.

Um Compasso de Pausa num Mundo em Andamento Presto
Não tenho pensado muito nisso ultimamente. Talvez porque, sem me dar conta, tenha estado silenciosamente a precisar de uma pausa.
Não uma pausa da vida em si, mas desta forma particular de a viver. Da maneira como sinto que me vou dissolvendo nos dias, perdendo pedaços de mim em rotinas que já não me servem.

Preciso de uma pausa de uma vida que se move por ritmo, mas carece de harmonia. Uma vida medida em minutos em vez de momentos. Uma vida com mais números do que sonhos, mais silêncio do que riso, mais preocupações do que inocência. E eu sei, a vida é feita de tudo isso. Sempre foi. Mas, neste momento, preciso de alguma distância. Preciso de espaço para respirar.

Preciso de voltar a sentir o meu próprio compasso. De ouvir o meu coração sem o ruído à volta. De me lembrar da minha canção interior. E, para isso, preciso de tempo; tempo sem pressa, tempo que não cronometrado. Tempo para estar comigo. Tempo para encontrar serenidade, calma e quietude. Tempo para simplesmente ser.
Esta pausa não é uma fuga; é um gesto de cuidado. Uma forma de reforçar as minhas fundações, de reconstruir o que se foi desgastando, de renovar as divisões do meu coração que ficaram esquecidas. Porque, de vez em quando, precisamos de um reinício. O mundo muda. O nosso mundo muda. E precisamos de tempo para nos adaptarmos, para reaprender, suavizar, crescer, evoluir na direção de quem estamos a tornar-nos.
Sim, uma pausa seria uma bênção.
E talvez, mais do que tudo, fazer uma pausa seja uma habilidade que preciso de reaprender a praticar sem culpa, sem explicações e com amor.


