An Exquisite Dinner

There was something in the air.
A shift. A movement. A quiet but undeniable buzz that moved through the house and settled into every corner like a secret waiting to be discovered.


From behind the door, Jack lifted his head.
“Smores… what is happening out there?” he asked, his voice low but hopeful. “There are scents. Movement. I sense… activity.”


Smores was already halfway down the hallway, her steps measured, purposeful.


“Stay where you are,” she replied, not even turning back. “I will investigate. Someone in this house must take responsibility.”


Jack hesitated.
“I would assist,” he said gently, “but… circumstances.”


Smores paused for the briefest moment and glanced over her shoulder.


“Yes,” she said. “Circumstances.”


And with that, she continued her mission.
The kitchen was alive.


Mama moved from one place to another with quiet focus. There were sounds — soft, rhythmic — and scents that grew richer by the second.


Smores approached carefully, her senses alert, her posture dignified.
“Mama seems busy,” she murmured to herself. “Very busy. Important work is being done.”


She moved closer, attempting to capture Mama’s attention with a delicate reach — almost climbing, but not quite.

“Excuse me,” she tried, silently. “I require clarification.”
But Mama continued, unaware.


Smores’ gaze shifted upward toward the counter. She considered it. Measured the distance. Evaluated the risk.
She stopped.
“No,” she said firmly under her breath. “We do not engage in unsafe procedures.”
Instead, she lifted her head and inhaled.

And then…
She froze.
“Oh.”
Another breath.
“Oh…”


Her eyes widened ever so slightly.
“This is not just food,” she whispered. “This is… salmon.”


She turned immediately and made her way back down the hallway with renewed urgency.


At Jack’s door, she leaned in, voice lowered but filled with importance.
“Jack. Prepare yourself.”


Jack sat up at once.
“What is it? Tell me everything.”
Smores held the moment just long enough to let it settle.
“Mama is cooking salmon.”


Jack’s eyes grew wide.
“…Salmon?”
“Not just salmon,” Smores continued. “A full preparation. This is an event.”

From the kitchen, Mama’s voice carried down the hallway:
“Smores, leave Jack alone.”

Smores flicked her tail lightly, unimpressed.
“She doesn’t fully understand our relationship,” she said quietly. “This is essential communication.”

Jack was already somewhere else entirely.
His gaze had drifted, his mind clearly at work.
“I feel something…” he said slowly. “Something is coming to me.”

Smores narrowed her eyes.
“Please don’t.”

But Jack had already begun.
“Sal… mon,” he recited softly.
“Monumental.”
“Sal… mon,”
“Spectacular.”
“Sal… mon,”
“What a feast!”
“Sal… mon,”
“Our favorite!”

Smores closed her eyes.
“Oh… my whiskers,” she said. “Jack… leave it.”

Jack lifted his head with quiet pride.
“No,” he replied. “This… will be a bestseller.”

And when dinnertime came, there was no more need for words.

Jack ate in silence, with deep appreciation.

Smores, composed as ever, allowed herself to enjoy the moment — without acknowledgment.

And in the kitchen, one simple truth filled the air:

Salmon night had arrived.

Um Jantar Especial

Havia algo no ar.
Uma mudança. Um movimento. Um zumbido silencioso mas inegável que se espalhava pela casa e se instalava em cada canto como um segredo à espera de ser descoberto.

Do outro lado da porta, Jack levantou a cabeça.
“Smores… o que é que se está a passar lá fora?” perguntou, com a voz baixa mas cheia de esperança. “Há cheiros. Movimento. Sinto… atividade.”

Smores já tinha percorrido metade do corredor, com passos decididos e firmes.
“Fica onde estás,” respondeu, sem sequer olhar para trás. “Eu vou investigar. Alguém nesta casa tem de ir investigar.”

Jack hesitou.
“Eu ajudaria,” disse calmamente, “mas… as circunstâncias.”

Smores parou por um breve instante e olhou por cima do ombro.
“Sim,” disse. “as circunstâncias.”

E continuou a sua missão.

Havia muita azáfama na cozinha. A
Mamã movia-se de um lado para o outro, tranquila mas com gestos precisos, rápidos e sem hesitações. Havia sons suaves, ritmados  e cheiros que se tornavam cada vez mais intensos.

Smores aproximou-se com cuidado, os sentidos em alerta, a postura digna.
“A Mamã parece ocupada,” murmurou para si própria. “Muito ocupada. Algo importante está a acontecer.”

Aproximou-se mais, tentando captar a atenção com um movimento delicado, estucsndo-se na direcção da bancada da cozinha.

“Com licença,” tentou, em silêncio. “Preciso de esclarecimentos.”
Mas a Mamã continuava a sua coreografia culinária, sem reparar.

O olhar de Smores elevou-se, então, até à bancada. Considerou. Avaliou a distância. Mediu o risco.
Parou.
“Não,” disse firmemente para si. “Não participamos em procedimentos inseguros.”

Em vez disso, levantou a cabeça e inspirou fundo.
E ficou imóvel.
“Oh!”
Inspirou de novo.
“Oh!…”
Os olhos abriram-se-lhe ligeiramente.
“Isto não é só comida,” sussurrou. “Isto é… salmão!”

Virou-se de imediato e refez o caminho pelo corredor com nova urgência.
À porta do quarto de Jack, aproximou-se da rede com a voz baixa, mas carregada de importância.
“Jack. Prepara-te.”

Jack sentou-se de imediato.
“O que é? Conta-me tudo.”

Smores deixou o momento pousar por um segundo.
“A Mamã está a cozinhar salmão.”
Os olhos do Jack arregalaram-se.
“…Salmão?”
“Não é apenas salmão,” continuou Smores. “É uma refeição preparada com muito rigor. Isto é um acontecimento importante.”

Da cozinha, a voz da Mamã ecoou pelo corredor:
“Smores, deixa o Jack em paz.”

Smores agitou ligeiramente a cauda, indiferente.
“A Mamã não compreende totalmente a nossa relação,” disse em voz baixa. “Isto é um dialogo essencial!”

O pensamento de Jack já tinha voado para longe.
Tinha o olhar distante, a mente claramente a trabalhar.
“Sinto algo…” disse devagar. “Algo está a chegar.”

Smores estreitou os olhos.
“Por favor, não.”

Mas Jack já tinha começado.
“Sal… mão,” recitou suavemente.
“Monumental.”
“Sal… mão,”
“Espectacular.”
“Sal… mão,”
“Que banquete!”
“Sal… mão,”
“O nosso favorito!”

Smores fechou os olhos.
“Oh… pelos meus bigodes,” disse. “Jack… pára!”

Jack ergueu a cabeça com orgulho tranquilo.
“Não,” respondeu. “Isto… vai ser um sucesso.”

Mas quando chegou a hora do jantar, já não havia necessidade de palavras.
Jack comeu em silêncio, com profundo deleite.
Smores, composta como sempre, permitiu-se desfrutar do momento, sem o admitir.

E na cozinha, uma simples verdade preenchia o ar:

Era noite de salmão.

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