LOVE LETTER

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 Fotografia de Carla Baptista

Quero um homem a quem eu ame e que me ame. A quem eu me possa entregar de corpo e alma. Que seja o meu companheiro, o meu amigo. Em quem eu tenha completa confiança. Que goste de estar comigo. Que me respeite como pessoa inteligente que sou. Que acredite na minha palavra e que ouça o que digo. Que respeite os meus pedidos e quando, eles forem absurdos ou não possam ser atendidos, me diga. Que converse comigo. Que me dê mimos. Que me faca sorrir e sorria quando pensa em mim. Que saiba como me acalmar e me console quando estou triste com o mundo. Que me saiba dar as más noticias, quando for necessário. Que saiba que boas pessoas podem cometer más acções e por isso me dê o seu perdão quando eu o magoar. Que esteja do meu lado a segurar a minha mão ou a abraçar-me quando eu precisar, mas fôr demasiado orgulhosa para o pedir. Que não se importe de o fazer quando eu pedir. Que confie em mim. Que acredite em mim e nas minhas decisões. Que seja paciente comigo. Que me ponha na sua lista de top5. Que cante comigo as canções de Natal. Que me mande cartões com frases lamechas só porque se lembrou de mim. Que me faça acreditar que sou a mulher mais feliz do mundo porque o tenho a meu lado. Que goste de partilhar comigo os seus conhecimentos. Que goste que eu partilhe com ele os meus. Que marque de alguma maneira as datas importantes do calendário porque sabe que isso me deixa feliz. Que saiba que são as pequenas coisas que são importantes. Quero a meu lado um homem que me ame com todos os meus defeitos e qualidades. Que se preocupe comigo e que me deixe preocupar-me com ele. Que me acorde suavemente. Que perceba o que é importante para mim e que entenda o quanto eu o amo quando desisto dessas coisas por ele. Que saiba que está na minha lista top5. Que respeite a Vida e por isso tenha prazer em torná-la mais suave aos outros, porque a Vida já é em si demasiado dura. Que respeite os outros. Que seja inteligente. Que goste de viajar porque lhe dá oportunidade de conhecer novas gentes, novas culturas, novos modos de vida. Que respeite os outros, nas suas diferenças. Que goste de Sol e de Mar. Que saiba sorrir e que goste de rir. E de cantar. Que se ria das minhas histórias, anedotas ou graças. Que entenda que as lágrimas são a forma de limpeza da alma e não fique assustado com elas. Que saiba a ternura contida num abraço e a força transmitida num beijo. Que conheça o enorme valor que tem e por isso percebe que estou com ele porque o amo e não porque não tive outra escolha. Que saiba que o mundo não é só preto e branco, há mais cores, entre as quais o cinzento. Que não se importe de me lembrar disso de vez em quando.

Quando nos encontrarmos, reconhecer-nos-emos pelo olhar… E teremos a eternidade!

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Throwback Thursday – Os Fritos do Natal

Esta é uma das minha alturas preferidas do ano e nem sequer está calor! Ou sol! Mas as luzes nas ruas ou nas casas, fazem os dias parecer mais brilhantes e o cheiro do pinheiro parece que aconchega a alma e, claro… a comida!

Pode parecer estranho, mas todas estas coisas materiais alimentam a minha alma e agora que estou longe das minhas origens tento colmatar as falhas com algo mais concreto, mais palpável e parece ser certo rodear-me de coisas físicas que me enchem de luz por dentro.

Por instantes a cozinha enche-se de um cheiro doce e eu sou transportada para um tempo, ainda menina, em que a minha avó fazia estes fritos e a aletria, porque os cheiros são parecidos e ajudam a materializar uma doce recordação. E a propósito dos fritos e dos enfeites dourados e das luzes, lembro-me de uma véspera de Natal em que faltou uma àrvore de Natal, daquelas a sério! E uma avó, a minha avó, decidiu ir em busca de um pinheiro para a sua neta.  Tinhamos chegado à véspera de Natal  sem pinheiro e  havia quem defendesse que não precisavamos de uma árvore porque o Natal é algo mais, não se prende com ter ou não ter um pinheiro, o que é verdade, mas, mesmo assim, ela foi à procura de um pinheirinho que se sentisse bem lá em casa e encontrou-o e trouxe-o, não sem esforço, para a sua nova morada.  Aquele pinheiro acabou po ser decorado com tanto amor e tanta alegria, que as suas luzes e os reflexos nos enfeites de vidro ainda hoje brilham dentro do meu coração e o aquecem em tempos mais escuros e frios.

Às vezes há bens materiais que se transformam em riquezas espirituais, porque  contêm em si mesmos tanto Amor, que esse Amor transforma  e dá exemplo e forças e fé  e vontade de fazer os outros felizes como nos fizeram a nós. Com o tempo aprendemos que nem sempre é possível, mas nem por isso deixamos de tentar…

E é assim que um pinheiro de Natal, se transforma num verdadeiro simbolo de Natal!

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É tempo para…

Throwback Thursday

Magic

 

Vóvó

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A minha avó era daquelas avós “a sério”. O tipo de avó que eu gostaria de ser…

Contou-me histórias de encanto e de encantar e criou no meu espírito um lugar para a magia e fantasia.

Nos dias mais “cinzentos” tinha sempre um mimo à minha espera e, assim, aprendi a dar valor às surpresas que o dia-a-dia nos reserva.

Ah! Como era delicioso o cheiro dos bolos acabados de fazer, que invadia a casa em dias de chuva! Era um cheiro que entrava em nós e aquecia-nos por dentro.

Com ela percebi que são as pequenas coisas que dão sabor à vida. E com ela desabrochou em mim a confiança no ser humano.

Fez-me acreditar no Amor sem condições, nem medida. Fez-me acreditar em mim e na luta pela minha felicidade. Percebi que apesar de não ser o centro do Universo, para ela era como se eu fosse. Descobri que era uma pessoa com qualidades e com defeitos que podia e devia corrigir; com problemas e soluções; risos e lágrimas e que podia sempre, sempre contar com ela.

Ensinou-me a nunca cruzar os braços, a enfrentar os meus medos e desafios da vida, mas acima de tudo, ensinou-me que o caminho para a felicidade, passa sempre por dar o meu melhor ao serviço dos outros.

Era uma Avó a valer!