O Comboio

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Carla Baptista’s Photo

Sempre gostei de comboios, não sei se por ler as histórias da “Maria Fumaça” ou por causa daquele som ritmado “poucas terra, pouca-terra” das rodas nossa carris ou se apenas por ser uma forma calma de viajar, a verdade é que muitas das minhas recordações de infância estão ligadas a comboios. Há o filme: “O comboio que levava saudades”, que fui ver ao cinema com a minha tia, há o comboio que me transportava para as praias da linha, há o comboio que me levava a esse mundo tão diferente, no norte de Portugal e há “O Comboio”, a revista que surgiu de uma tarde de brincadeiras com a minha amiga Paula.

As lembranças às vezes misturam-se entre o que aconteceu verdadeiramente e como nós recordamos os acontecimentos. Como começou, honestamente não sei, o que me lembro é de um livro acerca de comboios, bonecos, tardes de brincadeiras nas férias de Verão e uma idéia: editar uma revista. A partir daí começámos a pensar como tornar essa idéia numa realidade: escrever sobre assuntos actuais, fazer entrevistas, criar o logotipo e, claro, fazer uma revista a sério. Amigos constroem sonhos juntos, amigos transformam esses sonhos em realidade e amigos vão à luta juntos. E assim foi, máquinas de escrever fora da caixa, marcadores prontos e gravador em punho (para as entrevistas), partimos para a contrução de uma revista de férias, ou melhor, uma revista que só sairia nas férias! Muito trabalho depois, faltava “soltar” a revista, levá-la para fora daquelas paredes. Aqui, confesso, tive que ser persuadida, a “reduzir” o tamanho do sonho, por razōes que só os adultos pensariam: burocracias! Como não sou nem nunca fui fácil de convencer sem uma boa razão, a melhor maneira foi dizerem-me que não poderia ir vender a revista nas ruas a menos que cumprisse as regras exigidas para as publicações. Fiz a pesquisa e percebi que a menos que “O Comboio” circulasse apenas pela família e amigos, seria difícil de concretizar. Entendi nessa altura que a vida é feita de compromissos e de cedências, entre prescindir totalmente do nosso sonho ou continuar com a nossa revista, achei que o tempo que passávamos juntas a construir uma revista era bem melhor do que perder tempo com “papelada sem interesse”. E assim nasceu “O Comboio”, a revista publicada só nas férias, para família e amigos. Sem tempo perdido e com muito boas recordações à mistura!

New Horizon

Throwback Thursday

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Throwback Thursday – Jantar de Amigos

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Carla Baptista’s Photo

Esta fotografia foi tirada num jantar com amigos, em Novembro, há alguns anos atrás. Um jantar especial porque decidi mudar de morada e vim para longe. E nem sempre o ditado de”longe da vista, longe do coração” é verdadeiro, nunca o é entre amigos, pelo menos, porque a amizade não se mede nem em distância, nem em tempo.

Hoje, dia especial onde moro, vou agradeceder a Amizade, sem amigos não seria quem sou, não teria ultrapassado os desafios que a vida me colocou, não teria seguido os meus sonhos, não teria acreditado tanto em mim. Porque são os amigos que nos levam mais longe, que nos empurram quando não temos coragem para avançar ou que nos seguram para não cairmos em precipícios. Porque os amigos conhecem-nos tão profundamente que sabem do que somos capazes, mesmo quando nós temos dúvidas, eles sabem quando precisamos de um abraço ou de uma palavra mais dura… os amigos ajudam-nos a sermos melhores e por isso somos mais felizes. Amigos são a família que escolhemos. E, como família que são, fazem parte de nós, moram em nós.

Obrigada a todos os meus amigos, mesmo àqueles , que como diz Vinicius de Moraes, não sabem que são meus amigos! Hoje quero Dar Graças pela Amizade!

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enloqueceria se morressem todos os meus amigos”  – Vinicius de Moraes

Throwback Thursday

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