Throwback Thursday – Passeio de Balão

Era uma vez um Passeio de Balão em Coruche, Portugal…

Nada é mais inesquecível, quando falamos de passeios, do que um passeio de Balão. Ou gostamos ou não gostamos, não há meio-termo! E eu GOSTEI!

Tudo começou numa vontade de viajar e ver o mundo noutra prespectiva e sentir o vento no rosto. Um dia, numa conversa entre amigos (nada melhor do que os amigos para nos ajudarem a realizar os nossos sonhos!) este desejo tomou forma, foram pensados detalhes e programado o passeio.

O Balão iria sair de Coruche de madrugada, por isso a noite foi mal dormida, em parte devido ao entusiasmo em parte devido à preocupação de ir ter ao sítio certo. A escuridão e o desconhecimento acerca daquela zona não facilitaram a tarefa mas  aos poucos o grupo foi ganhando forma e o balão também.

Envolvida pela brisa fresca da madrugada e rodeada pela luminosidade única do amanhecer, senti-me como um desses seres mágicos que habitam essas horas de lusco-fusco. Tudo parecia irreal, porém aqueles momentos que antecedem a partida são agitados, ouvir as instruções de segurança, entrar para o cesto, escolher um lugar e admirar todo o processo que torna possível um balão de ar quente cruzar os céus, depressa me troxeram para a realidade.

Fiquei fascinada pelo silêncio que existe à nossa volta quando estamos lá por cima, mesmo com pessoas a conversar animadamente (neste momento estamos todos agitados ou de felicidade ou de ansiedade – não se consegue ficar indiferente) o silêncio mantém-se. Mas é um silêncio confortável, que nos permite saborear melhor esta extraodinária experiência. E os meus pensamentos começam a voar outra vez e já não estou no Balão, vôo livremente por cima do rio, acompanho os pássaros e observo os cavalos a correr pela planície. Chego a pensar no Gigante da história do João e do Pé de Feijão e se também se divertiria assim a observar a Terra quando estava no seu castelo nas nuvens…

Infelizmente o tempo também voa e temos de regressar, aterramos a alguns metros de distância do local certo, mas acabou de uma forma quase perfeita: tivemos direito a um brinde pelo baptismo de voo e ganhamos o direito de ajudar a esvaziar o balão!

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Throwback Thursday – Mercado em Barcelona

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Um passeio, um Mercado e muitas recordações.

Sempre que vou de passeio, faço uma lista dos locais que gostaria de visitar. Nem sempre cumpro os planos e por vezes acabo por descobrir novos sitios. Este, apesar de ser um dos locais que queria visitar, encontrei-o por acaso. É um Mercado único, o seu tamanho iguala a variedade de produtos. A quantidade e intensidade de cores é tal que nos sentimos dentro dum quadro, de um dos artistas de Barcelona.

Quando penso em Barcelona, penso em Intensidade. Cores, movimento, sons, arte, tudo parece mais intenso em Barcelona. E o Mercado não é excepção, o doce cheiro da fruta, a diversidade de produtos dispostos com maestria, os barulhos de um Mercado cheio de gente, entram em nós sem pedir licença e enchem-nos daquela energia característica das ramblas. E queremos continuar a andar, a descobrir a cidade; mesmo depois de uma manhã a passear, sabemos que ainda há muito para ver e aquele Mercado vem mesmo a calhar, assim à laia de intervalo, sem parar na realidade, tal como nas ramblas. Porque lá nunca se pára de verdade, apenas se abranda e saboreia a vida, para depois continuar.  E eu quero saborear a vida, por isso decido abrandar, entrar no Mercado e escolher um almoço (que por acaso foi fruta!). Descanso por uns momentos e retomo a descoberta da cidade, porque a Vida não pára!

 

 

Throwback Thursday – As Festas

Nestes dias em que se aproxima um novo ano, lembrei-me de recordar outras festas de outros anos.

Permitam-me que comece assim:  numa altura em que éramos cinco lá em casa,  poucas foram as vezes que celebrámos a Passagem de Ano fora de casa. Sempre recebemos bem cada ano que se aproximava e sempre nos despedimos bem de cada ano que se ia embora. Houve anos felizes e outros nem tanto, mas tratávamos sempre cada um com igual respeito.

Alegria pelo que vinha ou alegria pelo que se ia embora, esse era o espírito da festa: as boas recordaçōes que queriamos criar ou as que tínhamos criado. Celebrávamos o bom, bridávamos ao bom, o resto, o que não correu como gostaríamos, bem o resto “era história”.

Chegado o último dia do ano era uma correria entre o chegar a casa depois de um dia de trabalho e os preparativos para a festa. Tudo sempre decidido à ùltima hora, porque tal como diz a minha mãe “é quando se tomam as melhores decisões!”. Confesso que eu, com o passar dos anos estou quase a dar-lhe razão!  Todos aqueles pormenores que pareciam tão importantes perderam a importância. Ficaram os sorrisos, os brindes, os “não, não ” às fotografias, os borrifos com espumante, os risos pelas tentativas de comer as passas a cada badalada (nunca consegui!), a correria para encontrar um sitio seguro em casa para onde subir à meia-noite (dizem que dá sorte e que ajuda a melhorar o ano que chega) e, já me esquecia, abrir as janelas e portas, luzes acesas e fazer barulho! Estas são as recordações que tornaram aqueles dias tão especiais! Depois “correr” para cumprimntar os amigos e vizinhos! Ir para a varanda ‘bater as panelas’  (para receber o novo ano e mandar embora o ano velho) e ver qual é a rua que fazia mais barulho! Voltar para dentro de casa cantar, dançar, mesmo com quem foge da dança a “sete-pés” e fazer mais brindes e acabar com a garrafa de espumante entre risos e abraços. O que nunca conseguimos cumprir foi o nosso propósito de comermos um ultimo jantar do ano em “pompa e circunstância”, porque entre tantas coisas a fazer, jantávamos o que calhava… Mas havia sempre tempo para o último passeio do ano pelo bairro.

Parece um dia de “loucos”, mas a verdade é que o meu coração sente falta deste corrupio.

Path

Relax

Wordless Wednesday 

Throwback Thursday – Luxemburgo

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Há uns anos, por esta altura do ano, eu e a minha tia fomos passear até ao Luxemburgo. O nevoeiro, o frio, a chuva miudinha e o cheiro a amêndoas caramelizadas foram uma constante durante aqueles dias e acrescentaram ainda mais magia àquele passeio.

Partimos de Lisboa rumo a Frankfurt onde mudámos para um avião mais pequeno, que nos levaria ao destino. Instalámo-nos, ouvimos as instruçōes de segurança e o avião fez-se à pista. Esperando levantar vôo  qual não foi o espanto quando nos apercebemos que estávamos de volta à porta de embarque  para apanhar um passageiro atrasado, que, mal pôde, correu para o avião, como qualquer um de nós correria para o autocarro. E agora sim, era tempo de voar!

O hotel foi outro deslumbramento, não sei se seria por estarmos perto do Natal, pelo frio ou pelas luzes que iluminavam o exterior do hotel, sei que parecia estramos a entrar num palácio. O calor que nos aquecia quando entrávamos, depois de um dia frio de passeio, os sorrisos e a delicadeza de quem nos cumprimentava, faziam o resto da magia…

As ruas estavam enfeitadas com motivos de Natal e o vermelho fazia contraste com a côr ocre dos edifícios antigos da zona antiga da cidade. Tivemos a sorte de poder visitar o mercado, numa das praças durante a manhã. Ali encontrámos vegetais, pão, flores, mas o que mais me encantou foram as velas, de cera de abelha,com formas tão diversas e bonitas. E em vez de trazer um chapéu, um perfume ou chocolates para casa, como era habitual, trouxe amêndoas caramelizadas e um ursinho de cera e a vontade de regressar num dia de Verão…

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O Comboio

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Carla Baptista’s Photo

Sempre gostei de comboios, não sei se por ler as histórias da “Maria Fumaça” ou por causa daquele som ritmado “poucas terra, pouca-terra” das rodas nossa carris ou se apenas por ser uma forma calma de viajar, a verdade é que muitas das minhas recordações de infância estão ligadas a comboios. Há o filme: “O comboio que levava saudades”, que fui ver ao cinema com a minha tia, há o comboio que me transportava para as praias da linha, há o comboio que me levava a esse mundo tão diferente, no norte de Portugal e há “O Comboio”, a revista que surgiu de uma tarde de brincadeiras com a minha amiga Paula.

As lembranças às vezes misturam-se entre o que aconteceu verdadeiramente e como nós recordamos os acontecimentos. Como começou, honestamente não sei, o que me lembro é de um livro acerca de comboios, bonecos, tardes de brincadeiras nas férias de Verão e uma idéia: editar uma revista. A partir daí começámos a pensar como tornar essa idéia numa realidade: escrever sobre assuntos actuais, fazer entrevistas, criar o logotipo e, claro, fazer uma revista a sério. Amigos constroem sonhos juntos, amigos transformam esses sonhos em realidade e amigos vão à luta juntos. E assim foi, máquinas de escrever fora da caixa, marcadores prontos e gravador em punho (para as entrevistas), partimos para a contrução de uma revista de férias, ou melhor, uma revista que só sairia nas férias! Muito trabalho depois, faltava “soltar” a revista, levá-la para fora daquelas paredes. Aqui, confesso, tive que ser persuadida, a “reduzir” o tamanho do sonho, por razōes que só os adultos pensariam: burocracias! Como não sou nem nunca fui fácil de convencer sem uma boa razão, a melhor maneira foi dizerem-me que não poderia ir vender a revista nas ruas a menos que cumprisse as regras exigidas para as publicações. Fiz a pesquisa e percebi que a menos que “O Comboio” circulasse apenas pela família e amigos, seria difícil de concretizar. Entendi nessa altura que a vida é feita de compromissos e de cedências, entre prescindir totalmente do nosso sonho ou continuar com a nossa revista, achei que o tempo que passávamos juntas a construir uma revista era bem melhor do que perder tempo com “papelada sem interesse”. E assim nasceu “O Comboio”, a revista publicada só nas férias, para família e amigos. Sem tempo perdido e com muito boas recordações à mistura!

New Horizon

Throwback Thursday

Throwback Thursday – Os Fritos do Natal

Esta é uma das minha alturas preferidas do ano e nem sequer está calor! Ou sol! Mas as luzes nas ruas ou nas casas, fazem os dias parecer mais brilhantes e o cheiro do pinheiro parece que aconchega a alma e, claro… a comida!

Pode parecer estranho, mas todas estas coisas materiais alimentam a minha alma e agora que estou longe das minhas origens tento colmatar as falhas com algo mais concreto, mais palpável e parece ser certo rodear-me de coisas físicas que me enchem de luz por dentro.

Por instantes a cozinha enche-se de um cheiro doce e eu sou transportada para um tempo, ainda menina, em que a minha avó fazia estes fritos e a aletria, porque os cheiros são parecidos e ajudam a materializar uma doce recordação. E a propósito dos fritos e dos enfeites dourados e das luzes, lembro-me de uma véspera de Natal em que faltou uma àrvore de Natal, daquelas a sério! E uma avó, a minha avó, decidiu ir em busca de um pinheiro para a sua neta.  Tinhamos chegado à véspera de Natal  sem pinheiro e  havia quem defendesse que não precisavamos de uma árvore porque o Natal é algo mais, não se prende com ter ou não ter um pinheiro, o que é verdade, mas, mesmo assim, ela foi à procura de um pinheirinho que se sentisse bem lá em casa e encontrou-o e trouxe-o, não sem esforço, para a sua nova morada.  Aquele pinheiro acabou po ser decorado com tanto amor e tanta alegria, que as suas luzes e os reflexos nos enfeites de vidro ainda hoje brilham dentro do meu coração e o aquecem em tempos mais escuros e frios.

Às vezes há bens materiais que se transformam em riquezas espirituais, porque  contêm em si mesmos tanto Amor, que esse Amor transforma  e dá exemplo e forças e fé  e vontade de fazer os outros felizes como nos fizeram a nós. Com o tempo aprendemos que nem sempre é possível, mas nem por isso deixamos de tentar…

E é assim que um pinheiro de Natal, se transforma num verdadeiro simbolo de Natal!

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É tempo para…

Throwback Thursday

Magic

 

Throwback Thursday – Jantar de Amigos

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Carla Baptista’s Photo

Esta fotografia foi tirada num jantar com amigos, em Novembro, há alguns anos atrás. Um jantar especial porque decidi mudar de morada e vim para longe. E nem sempre o ditado de”longe da vista, longe do coração” é verdadeiro, nunca o é entre amigos, pelo menos, porque a amizade não se mede nem em distância, nem em tempo.

Hoje, dia especial onde moro, vou agradeceder a Amizade, sem amigos não seria quem sou, não teria ultrapassado os desafios que a vida me colocou, não teria seguido os meus sonhos, não teria acreditado tanto em mim. Porque são os amigos que nos levam mais longe, que nos empurram quando não temos coragem para avançar ou que nos seguram para não cairmos em precipícios. Porque os amigos conhecem-nos tão profundamente que sabem do que somos capazes, mesmo quando nós temos dúvidas, eles sabem quando precisamos de um abraço ou de uma palavra mais dura… os amigos ajudam-nos a sermos melhores e por isso somos mais felizes. Amigos são a família que escolhemos. E, como família que são, fazem parte de nós, moram em nós.

Obrigada a todos os meus amigos, mesmo àqueles , que como diz Vinicius de Moraes, não sabem que são meus amigos! Hoje quero Dar Graças pela Amizade!

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enloqueceria se morressem todos os meus amigos”  – Vinicius de Moraes

Throwback Thursday

Magic