White Memorial Conservation Center 

Numa altura em que a ecologia e a preservação da Natureza não estavam muito em voga, houve pessoas que abraçaram esta causa, o local que visitei é um exemplo disso.

Dois irmãos, Alain e May White, transformaram a sua propriedade , num local de protecção da Natureza, tendo adquirido, ao longo dos anos,  terrenos em redor para assim poderem proteger mais espécies. Uma das histórias está relacionada com a protecção  ao Pato-Real, que, na altura em que esta obra teve início, se encontrava em perigo. Alain White decidiu pessoalmente tomar conta dos patos que ficassem na propriedade ou que encontrasse feridos, para os libertar quando estivessem saudáveis.  Conseguiu, com esta sua intervenção, aumentar significativamente a população.   Em 1964, neste local – Litchfield, Connecticut, EUA,  foi criada uma organização sem fins lucrativos onde  podemos visitar um museu e passear ao longo dos trilhos.

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Gillette Castel

Gillette Castel. Connecticut, EUA

William Gillette (1853-1937), actor americano, mandou construir, para sua residência,  esta casa, onde o exterior e interior competem pela originalidade.

A personalidade de Gillette é tão singular e marcante como o seu castelo. A sua paixão pela arte de representar e pelos comboios, estão bem presentes nos detalhes da casa: quartos com entradas secretas, interruptores semelhantes a alavancas de comboios e trancas de portas que mais parecem, pela forma como funcionam, trancas de um cofre.  A escada foi pensada para lhe permitir uma entrada dramática na sala, onde estariam as visitas à espera. E ao longo da propriedade havia uma linha de comboio sendo o maquinista, nem mais, nem menos que o próprio William Gillette.

Enquanto actor ficou mais conhecido pelo seu papel como Sherlock Holmes, sendo-lhe atribuídas a expressão “Elementar, meu caro Watson” e a escolha do característico chapéu.

Conta-se também, que enquanto o seu castelo estava a ser construído, Gillette morou num barco, no Connecticut River, de onde podia observar o desenvolvimento da obra.

Throwback Thursday – Passeio de Balão

Era uma vez um Passeio de Balão em Coruche, Portugal…

Nada é mais inesquecível, quando falamos de passeios, do que um passeio de Balão. Ou gostamos ou não gostamos, não há meio-termo! E eu GOSTEI!

Tudo começou numa vontade de viajar e ver o mundo noutra prespectiva e sentir o vento no rosto. Um dia, numa conversa entre amigos (nada melhor do que os amigos para nos ajudarem a realizar os nossos sonhos!) este desejo tomou forma, foram pensados detalhes e programado o passeio.

O Balão iria sair de Coruche de madrugada, por isso a noite foi mal dormida, em parte devido ao entusiasmo em parte devido à preocupação de ir ter ao sítio certo. A escuridão e o desconhecimento acerca daquela zona não facilitaram a tarefa mas  aos poucos o grupo foi ganhando forma e o balão também.

Envolvida pela brisa fresca da madrugada e rodeada pela luminosidade única do amanhecer, senti-me como um desses seres mágicos que habitam essas horas de lusco-fusco. Tudo parecia irreal, porém aqueles momentos que antecedem a partida são agitados, ouvir as instruções de segurança, entrar para o cesto, escolher um lugar e admirar todo o processo que torna possível um balão de ar quente cruzar os céus, depressa me troxeram para a realidade.

Fiquei fascinada pelo silêncio que existe à nossa volta quando estamos lá por cima, mesmo com pessoas a conversar animadamente (neste momento estamos todos agitados ou de felicidade ou de ansiedade – não se consegue ficar indiferente) o silêncio mantém-se. Mas é um silêncio confortável, que nos permite saborear melhor esta extraodinária experiência. E os meus pensamentos começam a voar outra vez e já não estou no Balão, vôo livremente por cima do rio, acompanho os pássaros e observo os cavalos a correr pela planície. Chego a pensar no Gigante da história do João e do Pé de Feijão e se também se divertiria assim a observar a Terra quando estava no seu castelo nas nuvens…

Infelizmente o tempo também voa e temos de regressar, aterramos a alguns metros de distância do local certo, mas acabou de uma forma quase perfeita: tivemos direito a um brinde pelo baptismo de voo e ganhamos o direito de ajudar a esvaziar o balão!

Good Match – Sol e Praia

Sol e Praia.

Não importa qual a Estação do ano, a verdade é que sol e praia formam uma dupla imbatível!

Talvez seja aquela imensidão que me traz paz de espírito, talvez seja o barulho das ondas que me dá calma, talvez seja a força do mar que me “põe no meu lugar” ou talvez sejam as boas recordações que me enchem de felicidade, mas a verdade é que renovo energias nos dias de sol e praia.

Talvez a brisa que vem do mar ajude a tornar o meu coração mais leve…

 

https://dailypost.wordpress.com/photo-challenges/a-good-match/

Throwback Thursday – Mercado em Barcelona

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Um passeio, um Mercado e muitas recordações.

Sempre que vou de passeio, faço uma lista dos locais que gostaria de visitar. Nem sempre cumpro os planos e por vezes acabo por descobrir novos sitios. Este, apesar de ser um dos locais que queria visitar, encontrei-o por acaso. É um Mercado único, o seu tamanho iguala a variedade de produtos. A quantidade e intensidade de cores é tal que nos sentimos dentro dum quadro, de um dos artistas de Barcelona.

Quando penso em Barcelona, penso em Intensidade. Cores, movimento, sons, arte, tudo parece mais intenso em Barcelona. E o Mercado não é excepção, o doce cheiro da fruta, a diversidade de produtos dispostos com maestria, os barulhos de um Mercado cheio de gente, entram em nós sem pedir licença e enchem-nos daquela energia característica das ramblas. E queremos continuar a andar, a descobrir a cidade; mesmo depois de uma manhã a passear, sabemos que ainda há muito para ver e aquele Mercado vem mesmo a calhar, assim à laia de intervalo, sem parar na realidade, tal como nas ramblas. Porque lá nunca se pára de verdade, apenas se abranda e saboreia a vida, para depois continuar.  E eu quero saborear a vida, por isso decido abrandar, entrar no Mercado e escolher um almoço (que por acaso foi fruta!). Descanso por uns momentos e retomo a descoberta da cidade, porque a Vida não pára!

 

 

Sombra

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Um lugar vazio, uma sombra numa esplanada virada para o mar.

Esta fotografia foi tirada na minha primeira visita a Newport, Rhode Island. É uma cidade para descobrir a pé e em várias visitas, porque entre a visita às casas-museu e o  admirar as fachadas das casas particulares, o tempo esgota-se e ainda fica muita coisa para fazer, como por exemplo o passeio ao longo do Cliff Walk, que é um passeio  de cerca de 5km ladeado pelos limites das mansões de Newport de um lado  e pelas rochas e o mar do outro.