A Estrada Percorrida

Honestly, I never liked running, but sometimes we get “caught” by our own “Nevers,” and I ended up developing a real love for these races.

At first, I started just for fun, then I continued for the experience itself — the chance to walk through places usually closed off to pedestrians — and finally, I stayed for the challenge: to go farther, faster, until I discovered where my limits were and learned to surpass them…

The good memories remain — some captured in photographs, others forever engraved in my heart.

I wouldn’t trade the laughter, the muscle soreness, the exhaustion, or the wonder of those beautiful landscapes for anything in the world!

I’ve always liked to be prepared for challenges; I don’t take them lightly.

That’s why I learned to choose the best exercises for each muscle group, the best way to stretch, what to eat, and what to drink before each “adventure.”

It reaffirmed what I always believed: we are a whole — and just as it’s important to train our muscles and brain, our mind also needs to be ready.

For me, a good night’s sleep before each event and selecting the music that would accompany me — whether I had company or not — made all the difference.

The discouragement, the urge to stop and turn back, the regrets, the strength I found within myself to keep going, the inner victories I achieved, the joy at the finish line…

That entire rollercoaster of emotions that is born and grows in us during extreme moments changed me.

It made me stronger, because now I am more aware of my limits, and I’ve learned that “Never” is too big a word — one that deserves to be challenged from time to time.

It’s a path we should choose to walk every now and then.

Because sometimes, the greatest journeys begin the moment we dare to challenge our own “Never.”

 

Honestamente nunca gostei de correr, só que às vezes somos “apanhados” pelos nossos “Nunca” e ganhei o gosto por estas corridas.

Primeiro comecei por graça, depois continuei pelo passeio em si e poder andar por sítios normalmente vedados a pedestres e finalmente fiquei pelo desafio de ir mais longe, mais depressa, até descobrir  qual era o meu limite e conseguir ultrapassá-lo…

As boas recordações ficaram umas em forma de fotografia outras gravadas no coração.

Não trocaria os risos, as dores musculares, o cansaço, o encanto pelas bonitas paisagens por nada deste mundo!

Sempre gostei de estar preparada para desafios, não os aceito de ânimo leve, por isso aprendi a escolher quais os melhores exercícios para cada músculo, qual a melhor maneira de alongar, o que comer, o que beber antes de cada “passeio”.

Consolidei o que sempre acreditei: somos um todo e se é importante treinar os músculos, o cérebro, a nossa mente também tem que estar preparada. Para mim, foi muito importante uma boa noite de sono na noite anterior e a  escolha da música que me iria acompanhar, independentemente de ir com companhia ou não.

O desânimo, o querer parar e voltar para trás, o arrependimento, a força para continuar que descobri em mim, as vitórias interiores que alcancei, a alegria no final de cada prova, enfim, toda aquela montanha-russa de sentimentos que nascem e crescem em nós em momentos extremos, modificaram-me, tornaram-me mais forte porque estou agora mais consciente dos meus limites e aprendi que “Nunca” é uma palavra demasiado grande que deve ser desafiada de vez em quando.

É um caminho de devemos escolher percorrer algumas vezes.

Porque às vezes, as maiores viagens começam no momento em que ousamos desafiar os nossos próprios “Nunca”.

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