Throwback Thursday – Barco e Bicicleta

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Passeio no Sul de França, em boa companhia. Passeio inesquecível que começou em Nice, continuou pelo Mónaco e terminou em Carcassonne.

Para mim foi tudo o que um passeio deve ser: conheci novas realidades, visitei locais encantadores, comi pratos deliciosos, adoptei novos hábitos, fiz coisas diferentes tais como conduzir um barco durante cinco minutos pelo canal do Midi.

Eu não sou uma entusiasta da bicicleta, aprendi a andar quando tinha cerca de 9 anos (talvez um pouco mais cedo, tavez um pouco mais tarde) e para mim bastou. A vontade de correr mundo montada numa bicicleta durou até ter a minha primeira bicicleta, depois descobri que podia cair e magoar-me e o entusiamo esfriou um pouco… nem precisava de ter andado mais, mas  aprendi a lição que quando nos comprometemos com alguma coisa é para cumprir e lá tive que aprender a andar de bicicleta…

Neste passeio decidi dar uma nova oportunidade aos passeios de bicicleta. Os locais onde o barco parava eram encantadores, mas de tanto ouvir falar nas vinhas e adegas e castelos que ficavam perto, num dos dias, deixei-me convencer pelos meus companheiros de viagem, aceitei a oferta da dona do barco e montei a primeira bicicleta em mais de dez anos. E tentei, e mal chegava com os pés ao chão e não desisti e saí finalmente do barco e meti-me à estrada! E veio uma recta, mas eu não parei de pedalar e veio uma curva e eu não parei de pedalar e veio um troço de terra batida e eu não parei de pedalar, sempre a pensar porque é que me tinha deixado convencer… veio A descida, lá tento abrandar e não há resposta por parte da bicicleta que, emas vez de fazer o que eu lhe pedi, decide ganhar mais velocidade! O meu maior receio tornou-se realidade: a bicicleta tem vontade própria e quer atirar-me ao chão e fugir! Sou chamada à realidade por uma voz arás de mim que me diz para usar os pés sempre que quiser travar porque a bicileta não tem travões! E eu que mal chegava com os pés ao chão quando montei aquele monstro, consegui saltar do assento. Segurei o guiador e fiz o resto do caminho a pé…. com a bicicleta pela mão. Fui visitar a vinha mais próxima, que ficava talvez a 500 metros e depois dei meia-volta e regressei ao barco. Não há castelo nem cidadezinha que valha os riscos de um passeio em cima dum aparelho tão terrível e com vontade própria como é uma bicicleta sem travões! Pelo menos, não para mim…

NOSTALGIA

Throwback Thursday

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